Este trabalho foi elaborado pela equipa Moore, no âmbito do Mestrado Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, na Unidade Curricular de Modelos de Educação a Distância.
Espero que gostem!
http://pt.slideshare.net/sandramelro2/apresentao-grupo-moore-42846254?ref=http://pt.slideshare.net/
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
O Fenómeno da Cibercultura - Visão pessimista de Paul Virilio
Fonte da imagem: http://www.diarioliberdade.org/
A visão
alarmista de Paul Virilio, leva-nos a uma definição da Era da informática como
sendo algo perigoso. Esta Era remete-nos para uma perda da noção do real, onde
é a máquina o ditador e o homem o seu escravo:
“Nós estamos no “tempo-máquina”; o tempo humano é
sacrificado como os escravos eram sacrificados no culto solar de antigamente.”
Entrevista a
P. Virilio 2011
Não há duvida
que a sociedade está a ser consumida pelas tecnologias de comunicação. Basta
olharmos atentamente para a forma como tudo o que nos rodeia se altera, quer a
nível económico e politico, para nos apercebermos que a tecnologia e os
processos que dela dependem estão totalmente dependentes dela mesma.
Contudo seria
impensável a sociedade como a conhecemos, viver sem esta tecnologia, pois ela é
vista como algo indispensável em qualquer área da vida humana. Aliás, a
velocidade com que a tecnologia avança em termos evolutivos é exponencial, e
essa rápida evolução está efetivamente a alterar o comportamento do ser humano.
Contudo para Virilio, a utilização massiva das máquinas, levou-nos a uma perda
da noção da realidade, sendo a máquina que controla o homem e não o homem que
controla a máquina.
O homem é um
ser curioso, ambicioso e inteligente, que atingiu um patamar nunca imaginado no
que se trata do domínio sobre o conhecimento tecnológico. Mas será que a
utilização das tecnologias que ele mesmo construiu está a ser utilizada de
forma correta?
Velocidade é a
palavra central dos pensamentos de Virilio quando se fala de ciberespaço. Para
este pensador, a realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar
em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum, acabando desta forma por se
perder a noção de tempo e espaço.
Ele
acredita que vivemos de forma superficial na medida em que vivemos na Era
da Dromologia. Esta define o estudo da velocidade –Dromo, do grego – corrida,
ou seja a lógica da corrida.
A dromologia é
um conceito que surgiu pela primeira vez no livro intitulado “Velocidade e
Política” (1977), e assenta no pressuposto de que o que acontece está
relacionado com a sua velocidade a que ocorre. É
o estudo da velocidade, do ritmo a que estamos expostos enquanto
cibernautas.
Para Virilio a pressa tem como propósito o exagero na superficialidade
não havendo espaço para a reflexão. A Era da Dromologia carateriza-se na
medida em que vivemos todos numa sociedade em rede, onde o ritmo é voraz,
impossibilitando a reflexão sobre os processos vividos, daí a superficialidade
que Virilio refere. Deste modo, a relação que Virilio constrói à volta da
cibercultura é a de que há uma total perda de liberdade de ação no que conta à
escolha pelos cibernautas. Conseguimos nos dias de hoje observar os
comportamentos dos indivíduos em geral, incluindo os jovens, que criaram uma
dependência obscena na utilização das tecnologias, chegando ao ponto em que não
conseguem viver sem a sua utilização. São indivíduos que estão presos à máquina
e que “sofrerão o conjunto dos problemas da comunicação, adquiridos no curso
dos últimos séculos da técnica” (VIRILIO, 1999, p.43).
Já foram
inumaras as vezes em que assistimos a grupos de jovens que se comunicam por via
da internet, dando preferência à partilha virtual do “agora”, aquando na
presença uns dos outros, privando-se de viver o real.
Para este pensador, a história contemporânea é filha da
velocidade, que aliada à guerra formam as fundações da sociedade. Podemos
afirmar que, a supervalorização da tecnologia na sociedade aliada à
velocidade de informação que presenciamos enquanto sociedade em rede, leva-nos
ao abismo da guerra informacional. Virilio chega a comparar a guerra
terrestre com a guerra cybernautica. Nos noticiários já assistimos várias vezes
a este tipo de situações, tendo como exemplo o caso de Julian Assange com
a WikiLeaks.
Observando a velocidade com que a tecnologia abraça e
se apodera da sociedade, Virilio questiona-se se conseguirá a nossa existência
quotidiana aguentar o tempo real suportado pelas tecnologias.
A revolução e
rápida evolução tecnológica, levou-nos ao encontro de uma nova sociedade, de um
novo modo de vida. Enquanto antigamente os esquemas da sociedade eram vistos em
pequenas dimensões, onde pequenos grupos de pessoas interagiam presencialmente,
hoje em dia o processo do aparecimento deste conceito é de caracter global
devido ao desenvolvimento tecnológico quer nas áreas da comunicação, dando um
lugar de destaque à internet.
Segundo
Castells, o ciberespaço é a sociedade em rede, onde há a partilha e troca de
informação.
“A revolução
da tecnologia de informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma
nova forma de sociedade, a sociedade em rede” (M. Castells)
Por outro lado
Lévy vê o ciberespaço como o meio da criação da cibercultura.
Sempre que se
fala sobre cibercultura, as opiniões divergem em dois pontos de vista:
otimista, em que olham a cibercultura e toda a sua relação com a sociedade como
sendo uma relação mais democrata e justa de comunicação; ou pessimista, na
medida que acreditam que a sociedade é vítima dessa cibercultura.
Paul Virilio
partilha da visão pessimista e marca uma posição anti “Era da Informática”. Ele
chega a comparar a Internet com a cultura norte-americana, acusando-a de
controlo universal. Caracteriza a internet como sendo um instrumento de
opressão das sociedades.
Se nos
debruçarmos um pouco sobre a questão pessimista de Virilio, verificamos que a
evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de algo por parte de cada
individuo, através de meios que todos nós conhecemos como por exemplo um blog,
o twitter, é exacerbada e exagerada. Essa partilha de informação poderá ser
vista como partilha de desinformação, uma vez que todos nós, utilizadores da
internet, temos acesso a instrumentos que nos permitem publicar qualquer coisa.
O mar de informação ou desinformação é tão vasto que se tornou impossível
moderar e avaliar se o que nela navega é autêntico.
Sendo a
velocidade o termo central na reflexão de Virilio, podemos invocar a visão de
Lévy quando refere que com a velocidade de alteração de informação que circula
na rede, torna-se humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é
mais importante uma vez que o “dilúvio
informacional jamais cessará.” Levy, P (1999)
Para Virilio,
a desinformação que é lançada na internet, é vista como o culminar da vida
privada de cada individuo. Tendo em conta que a internet surgiu para fins
militares – Arpanet – Virilio mantém esse propósito nesta Rede Mundial que
todos nós utilizamos diariamente vendo nela uma arma de destruição.
Em “La fin de
la vie privée”, Virilio fala-nos de como o desequilíbrio criado pelo
aparecimento do ciberespaço e das novas tecnologias de informação e
comunicação, não são apenas as alterações ao nível económico e político mas sim
a nível quotidiano. As pessoas dão preferência à vida virtual, onde a
curiosidade pela vida alheia, domina grandemente o individuo, tornando-o
prisioneiro dos meios informáticos.
Em conclusão, Paul
Virílio, filósofo, arquiteto, urbanista, nascido a 1932 em França, anuncia “o
ciberespaço”, como “um acidente do real” em que o acidente faz parte integrante
da “criação tecnológica”.
Desta forma, o
Ciberespaço torna-se numa visão de fachada na qual a realidade sofre acidentes
e é destruída, dividida entre o real e o virtual. Para Virilio, a “realidade
virtual é o acidente da própria realidade” e partilha uma visão pessimista
marcando uma posição anti “Era Informática”, sendo esta uma Era particularmente
perigosa, na medida em que vivemos no “tempo máquina” onde o homem surge como
um dependente das tecnologias. Esta influência tecnológica, está a alterar o
comportamento humano assim como a noção de espaço e tempo.
Com a
velocidade da evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de informação,
através das redes sociais tornou-se uma epidemia ao nível global. O ciberespaço
é visto por Virilio como um campo de guerra, onde se travam batalhas de índole
política, religiosa, social e económica.
A velocidade é
outro termo chave na visão de Virílio, e com ela nasce a Dromologia que é o
estudo dos efeitos da aceleração da velocidade nas sociedades. Para Virílio a
realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar em todos os
lugares e ao mesmo tempo em nenhum.
“…esta súbita reversão dos limites introduz, desta vez no
espaço comum, o que até o momento era da ordem da microscopia: o pleno não
existe mais, em seu lugar uma extensão sem limites desvenda-se em uma falsa
perspetiva que a emissão dos aparelhos ilumina.”
Virilio (1993, p.10)
A distância
fica assim extinta no seu sentido de dimensão física. Nesta visão dos factos, a
existência de uma aproximação física, dá lugar ao anonimato. Não podemos
esquecer que nos tempos que correm, as pessoas estabelecem quer ligações quer
transações sem precisarem de um encontro físico, provocando o afastamento da
convivência social.
Deixo-vos com
uma frase de Virilio que nos fará pensar mais um pouco:
“De que serve a um homem ganhar o mundo inteiro se ele
termina por perder sua alma?”
(Virilio 1993)
Retirado em https://www.youtube.com/watch?v=KqZOQXkg5SE
Bibliografia:
Castells, M (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra,
1999. v. 1;
Lévy, P
(1999). Cibercultura. Tradução:
Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1996) Velocidade e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Estação
Liberdade;
Virilio, P. (1999)
A Bomba Informática. São Paulo:
Estação Liberdade.
Autenticidade e Transparencia na Rede
Após as leituras de
alguns autores como Castells e Levy, onde aprofundam os conceitos de Sociedade
em Rede e a Cibercultura, assim como o confronto com as diferentes visões de
Boudrillaurd e Virilio sobre a cibercultura e a utilização das novas
tecnologias, chega o momento de refletirmos sobre a forma como as pessoas se comportam
e se apresentam nesta rede global de comunicação e disseminação de informação.
A mediação digital remodela
certas atividades cognitivas fundamentais
que envolvem a linguagem, a sensibilidade, o conhecimento e a
imaginação
inventiva. A
escrita,
a
leitura,
a
escuta,
o
jogo e a composição musical, a visão e a elaboração das imagens, a concepção, a perícia,
o
ensino
e
o
aprendizado,
reestruturados por dispositivos técnicos inéditos, estão ingressando em
novas configurações sociais.
(LÉVY, 1998,p.17)
A tecnologia e a sua
apressada evolução elevaram o patamar na forma de comunicar e de difundir a
informação. Toda a sociedade como a conhecemos encontrasse dependente das
tecnologias. Assim sendo a tecnologia
é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas
ferramentas tecnológicas.” (CASTELLS, 1999, p.43). Onde e quando, são questões
já ultrapassadas quando se fala em comunicação. A utilização da Internet como
meio de difusão de informação assim como meio de comunicação revolucionou a
nossa forma de estar na sociedade.
As barreiras dos
indicadores sociais, como a idade, a aparência, entre outros, relativizam-se,
quando estamos a estabelecer uma comunicação mediada por computador. Porem, existe
muitas questões inerentes à autenticidade e transparência, quando navegamos ou
difundimos informações na internet.
Quando navegamos na Rede
enquanto cibernautas, adotamos uma identidade digital, que nos identifica
enquanto cidadãos na Rede. A comunicação mediada por computador trouxe-nos a
possibilidade de criar e de reinventar um novo “Eu”. Habilita a criação de
personagens contrárias ao nosso “Eu” real, permitindo fazer passar por quem não
somos, ou fazer passar por quem gostaríamos de ser, como que se fosse uma “nova pele que rege nossas relações” (Levy 1998, p.16). Neste ponto
coloca-se a questão da autenticidade. Até que ponto é que as pessoas são autênticas
quando traçam o seu perfil numa rede social?
Normalmente, nem sempre a
identidade é autêntica. Há sempre a tendência para não revelarmos
autenticamente a nossa identidade como forma de nos protegermos. Por outro
lado, a tendência é de projetarmos nas redes socias, um “Eu” que não o real, e
por isso damos a conhecer o nosso “Eu” ideal, aquele que gostaríamos que os
outros vissem de nós mesmos. Esta tendência de projetarmos um “Eu” que não o
real, muitas vezes está relacionado com medos ou receio de perigos que possam
advir da utilização das Redes Socias.
Há que ter em atenção que
enquanto navegadores da Internet, a nossa vulnerabilidade aumenta, na medida em
que o acesso às informações que colocamos na Rede passa a estar acessível,
mesmo quando tomamos medidas de privacidade sobre os nossos perfis. Em termos
tecnológicos são enumeras as ferramentas que podem ser utilizadas para a
apropriação de contas e de perfis para fins menos apropriados, colocando os
utilizadores por vezes em situações pouco confortáveis.
As pessoas têm
comportamentos diferentes quando interagem através da internet? Esta é outra
questão que emerge desta reflexão. De facto esta forma de interagir facilitou
em alguns aspetos o relacionamento interpessoal. Há quem diga que a comunicação
mediada por computador afasta as pessoas, mas há também quem defenda
precisamente o contrário. Ora vejamos, de uma maneira pratica, quantos
relacionamentos começaram através de um simples chat? Quantas famílias que se encontram
afastadas geograficamente comunicam-se através do Skype?
Por outro lado temos a
dependência, que muitas vezes se cria, em torno destas tecnologias potenciando
o afastamento dos que estão perto de nós. Por vezes assistimos a grupos de
jovens, que apesar de estarem juntos fisicamente, apreciam comunicar-se entre
eles através dos seus tão atuais dispositivos. Deste modo, as pessoas passam a
viver no tempo máquina, dependente das novas tecnologias, expressando uma
alteração do comportamento humano.
A transparência e a
autenticidade de que se falou até então debruçou-se apenas sobre os que navegam
na internet. Já vimos que a identidade dos cibernautas e o seu comportamento
divergem mediante os seus receios ou ideais enquanto seres sociais. Na mesma
medida, uma vez que são esses mesmos indivíduos quem fornecem e difundem na
internet informações, cabe-nos questionar de igual modo a transparência e a
autenticidade da informação que encontramos nesta rede global. Até que ponto a
informação que encontramos no ciberespaço é autêntica e fidedigna? Navegamos
num ciberespaço de informação ou desinformação? Em que medida aquilo que navega
na internet é real? Fará sentido fazermos uma distinção do que é real e
virtual?
A virtualização “não se
trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a
virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual
compartilhamos uma realidade. Longe de circunscrever o reino da mentira, o
virtual é precisamente o modo de existência de que surgem tanto a verdade como
a mentira” Lévy (1997, p.148).
Seja de que maneira for
enquanto seres sociais e navegadores do ciberespaço, há que ter atenção e
utilizar mecanismos de defesa na preservação da nossa identidade e privacidade,
assim como aquando da procura de informações, proceder a cruzamentos dos dados
pesquisados de forma a verificar a sua autenticidade.
Deixo-vos um vídeo muito
interessante onde abrange de uma forma bastante elucidativa, o impacto que a
internet nos trouxe nas relações sociais.
Vídeo produzido pela Agência HotWorks
Bibliografia:
Baudrillard, J. (1981). Simulacros e
Simulação.
Castells, M. (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1;
Lévy, P. (1997). O que é o virtual? São Paulo: Edições 34;
Lévy, P. (1998). A inteligência coletiva. São Paulo: Edições Loyola;
Lévy, P. (1998). A máquina universo. Porto Alegre: ArtMed;
Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1999) A Bomba Informática. São Paulo: Estação
Liberdade;
Virilio, P. (1996) Velocidade
e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik.
São Paulo: Estação Liberdade.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Seleção e utilização de Recursos Educacionais Abertos
No âmbito da
Unidade Curricular Materiais e Recursos para o Elearning, e concretizando a proposta relativa à atividade
II, deixo aqui três fontes/repósitos de Recursos Educativos Abertos, que
considero interessantes.
Escolhi este repositório por ser um otimo recurso para professores e alunos de todas as áreas disciplinares e de todos os ciclos de aprendizagem. Todos os recursos depositados nesta fonte de recursos, são licenciados com Creative Commons CC – BY o que permite a utilização do recurso de forma livre. Para além das licenças Creative Commons, este repositório de recursos educativos abertos é de fácil navegação. A pesquisa de materiais é muito intuitiva. Os materiais que podemos encontrar, são bastante diversificados.
Embora a geografia não seja a minha área, ao pesquisar REA’s encontrei este repositório direccionado apenas para a área da Geografia, que a meu ver é muito interessante.
ESCOLHA DE 2 RECURSOS EDUCATIVOS ABERTOS DISPONÍVEIS ONLINE
Fonte
1 – Casa das Ciências
Este é um site onde são divulgados
recursos educativos abertos para os vários ciclos de ensino. É um portal muito completo e muito bem estruturado. As pesquisas são feitas com
base numa serie de critérios, os recursos podem ser classificados pelos
utilizadores, para que futuros visitantes possam ter uma visão da
aceitação/satisfação de cada recurso. Quanto à qualidade dos recursos, esses
passam sempre por uma avaliação científica e pedagógica. Os recursos apresentados neste site, ficam
sujeitos a uma licença Creative Commons com a atribuição Partilha nos Termos da
Mesma Licença designada como BY-SA. Esta licença permite a sua distribuição e
utilização livre, não sendo autorizadas utilizações para fins comerciais. É
obrigatório que ao autor seja dado o crédito pela criação da sua obra, como
também é obrigatório que as obras derivadas, sejam licenciadas nos mesmos
termos em que o foi a obra inicial com a indicação do autor inicial.
Fonte 2 – Escola Digital
Escolhi este repositório por ser um otimo recurso para professores e alunos de todas as áreas disciplinares e de todos os ciclos de aprendizagem. Todos os recursos depositados nesta fonte de recursos, são licenciados com Creative Commons CC – BY o que permite a utilização do recurso de forma livre. Para além das licenças Creative Commons, este repositório de recursos educativos abertos é de fácil navegação. A pesquisa de materiais é muito intuitiva. Os materiais que podemos encontrar, são bastante diversificados.
Fonte 3 – GEORED – Recursos Educativos Digitais para o Ensino da
Geografia
Embora a geografia não seja a minha área, ao pesquisar REA’s encontrei este repositório direccionado apenas para a área da Geografia, que a meu ver é muito interessante.
Todos
os recursos que aqui se encontram, são licenciados com licença Creative
Commons (CC – BY – NC – SA) permitindo
desta forma copiar e
redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar, e
criar a partir do original. Para além dos recursos terem este tipo de CC, a
qualidade dos recursos aqui presente, têm a aprovação de patentes prestigiadas,
conferindo-lhes qualidade.
ESCOLHA DE 2 RECURSOS EDUCATIVOS ABERTOS DISPONÍVEIS ONLINE
Rumo à
conclusão da Temática II da Unidade Curricular Materiais e Recursos para
E-learning, apresento dois REA que se encontram disponíveis online.
Nesta atividade
foram tidos em conta os seguintes pontos:
- Publicar dos endereços onde os REA podem ser consultados;
- Indicar dos critérios, explicitados e fundamentados sinteticamente, que presidiram na escolha dos recursos;
- Indicar as adaptações aos REA (caso se aplique e estas sejam permitidas);
- Planificação da atividade aplicando os REA escolhidos
Os Recursos escolhidos são:
- 1º REA - Topologias de Rede/ Dispositivos Concentradores
- 2º REA - CompTIA - Topologias de Redes
Critérios de
Seleção
A escolha da temática dos REA recaíram sobre a minha área profissional – Informática.
Ambos os
recursos apresentam uma linguagem acessível, abordando o tema de uma forma
bastante dinâmica e interativa, tendo início num vídeo, passando por uma
apresentação mais expositiva dos conteúdos, dando lugar à reflexão e debate,
culminando num exercício interativo, como forma de consolidar e avaliar os
conteúdos apresentados.
- 1º REA
O autor do
Powerpoint, explica de forma simples e bastante esclarecedora as várias
topologias de rede existentes, assim como elabora a relação vantagens e
desvantagens da utilização de cada uma.
| Apresentação PowerPoint sobre "Topologias das Redes" |
Utiliza uma
linguagem científica correta, e ao mesmo tempo adequada à facha etária (ensino
secundário). Para além da apresentação, o exercício interativo de consolidação
dos conteúdos também é adequado.
| Imagem da Aplicação "Exercísio3.htm" |
Apesar de não
conseguirmos alterar o exercício interativo, a apresentação em powerpoint é de
acesso livre, no sentido em que podemos sempre remixar o conteúdo.
Em termos de
acesso, este recurso encontrasse num repositório que necessita de registo para
ser acedido, contudo, tratasse de um repositório com materiais fornecidos e
revistos por educadores de cada área específica.
Estes são Recursos
Educacinais Abertos com licença Creative Commons.
- 2º REA
Este vídeo é bastante
acessível e completo. Aborda com detalhe as
topologias de redes de computadores e as suas finalidades. É um recurso
reutilizável, na medida em que podemos visualizar o vídeo sempre que queiramos.
O Vídeo
encontrasse no Youtube, e é muito completo relativamente à temática em questão.
Em termos de
licenciamento, este vídeo não está licenciado com Creative Commons.
Adaptações aos REA escolhidos
No que concerne
a adaptações dos recursos escolhidos, poderíamos acrescentar conteúdos à apresentação powerpoint que são abordados no vídeo, para que esta pudesse ficar um pouco mais completa, assim como poderíamos melhorar o exercício
interativo de consolidação dos conteúdos, com alguns aspetos abordados no
vídeo, assim como fazer uma melhoria na interface do exercício.
Planificação da atividade proposta
Esta é uma atividade a realizar numa aula de 90 minutos.
Objetivos
- Identificar e definir as diferentes topologias de redes;
- Identificar as vantagens e desvantagens de cada topologia de redes.
Conteúdos
- Topologias de redes
Público alvo
- Alunos do ensino secundário/profissional
Estratégias/Atividades
- Visionamento do Vídeo do youtibe https://www.youtube.com/watch?v=ErMo4OacERo
- Debate dos assuntos apresentados tendo como auxílio a apresentação Powerpoint;
- Exercício interativo de consolidação doc conteúdos lecionados.
Recursos
- Computador com acesso à internet
- Projetor multimédia
- Os REA’s indicados
Avaliação
A avaliação é feita através da realização do 2º REA - exercício interativo de consolidação dos conteúdos, assim como na observação direta dos alunos realizada durante a aula.
sábado, 29 de novembro de 2014
Cibercultura
No âmbito da disciplina de Educação
e Sociedade em Rede, foi feita a leitura e reflexão do livro de Pierre Lévy –
Cibercultura, e posterior apresentação de três exemplos fundamentados com base
na definição do autor de cibercultura.
Inicio esta minha análise com um
trecho do livro:
“O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação
que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo específica não
apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo
oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam
e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo
“cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e
intelectuais) de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que
se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (Lévy, P 1999, p17)
Segundo Levy, o ciberespaço é o meio
da criação da cibercultura. É neste ciberespaço, em que a cibercultura surge e
se modifica. É aqui que cada indivíduo (nó) é aceite na rede, podendo desta
forma expandir o conhecimento através da partilha de conhecimentos, tornando-se
assim produtor de novas informações. Para Levy, nos dias de hoje, é impossível
resumir toda a informação que é lançada na rede. Não nos podemos esquecer de
que, com a velocidade de alteração de informação que circula na rede, torna-se
humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é mais importante
uma vez que o “dilúvio informacional
jamais cessará.” Levy, P 1999 (pág. 14)
Neste livro, o autor refere a enorme
quantidade de informação que circula na rede como um diluvio informacional.
Nunca tinha pensado nisso desta forma, contudo a quantidade exacerbada de
informação que circula na rede é de tal forma intensa, que a analogia do autor
comparando a quantidade de informação com o diluvio Bíblico faz todo o sentido
e é bastante esclarecedora. Mais ainda, o dilúvio que o Autor refere é
permanente, logo há que, e passo a citar, “ensinar
nossos filhos a nadar, a flutuar, talvez a navegar.” Levy, P (pág. 15).
Vamos então pensar em cada indivíduo
como sendo uma arca diferente de todas as que navegam pelo mar de informação.
Deveremos então construir a nossa própria arca, filtrando a informação que achamos
ser a mais relevante, mediante os nossos interesses pessoais. Neste sentido
estamos a pensar apenas como indivíduos meramente consumistas da informação. Por
outro lado, o processo de disseminação da informação era algo totalmente da
responsabilidade da comunicação social (Televisão, rádio, jornais, etc),
contudo, com o surgir e desenvolvimento das novas tecnologias, nomeadamente a
Internet, a participação de cada um de nós, na partilha de informação na rede,
elevou-se exponencialmente. Logo há que ter consciência, enquanto “nó” gerador
de informação.
A liberdade de pensamento enquanto
indivíduos conduziu-nos à ideia de que somos nós quem decide qual o rumo que
queremos seguir. Somos seres livres de escolher e analisar as nossas próprias
ideias.
Segundo Levy, antes de partir para a
definição de Cibercultura, há que identificar o meio da sua criação, o ciberespaço.
O que é o ciberespaço? Para Levy, este conceito nasceu do resultado do
movimento de indivíduos com uma vontade extrema de iniciarem/experimentarem
novas formas de comunicação coletiva, diferente da comunicação que já
conheciam.
Essa inquietude, este movimento,
esta vontade de “viver” novas experiências em novas formas de comunicar, gerou
uma abertura de um novo espaço de comunicação, que possibilitou a colocação de
questões de uma forma individual, podendo e dando origem a que aos membros
deste espaço, pudessem responder partilhando diversas informações originando um
pensamento ou conhecimento comum, ie, partilhado. Creio que poderemos dar como
exemplo os fóruns de discussão nas diversas plataformas hoje tão convencionais,
como Blogs, Facebook, Google +, Twitter etc., designadas como comunidades
virtuais.
Por outras palavras, podemos dizer que as comunidades virtuais são locais
na internet em que grupos de utilizadores debatem/discutem/trocam informações,
criando desta forma uma memória coletiva.
Esta memória coletiva vai crescendo progressivamente através da interação
dos elementos/membros do grupo da comunidade virtual. A internet permite esta
mesma situação. Nasce então o conceito de inteligência coletiva.
O ciberespaço como suporte da inteligência coletiva é uma das principais
condições do seu próprio desenvolvimento. O crescimento do ciberespaço não
determina automaticamente o desenvolvimento da inteligência coletiva, apenas
fornece a esta inteligência um ambiente propício. A inteligência coletiva
acontece quando através das interatividades pelas comunidades virtuais, todos
podem dividir, compartilhar conhecimento, pensamentos e diversos outros
conteúdos. É a mobilização das competências de todos.
O ciberespaço encoraja um estilo de relacionamento quase independente dos
lugares geográficos e da coincidência de tempos, é a interconexão dos computadores
e é uma nova forma de interatividade. É onde ocorre a profusão das redes
interativas.
“A internet é um dos mais fantásticos exemplos de construção cooperativa
internacional.” Lévy, P
(pág. 126)
Podemos então afirmar que o
crescimento do ciberespaço é orientado por três princípios fundamentais:
- A interconexão;
- A criação de comunidades virtuais;
- A inteligência coletiva.
A
interconexão é a capacidade que todos os aparelhos têm de comunicar entre si. Já a comunidade virtual “é construída sobre afinidades de interesses, de
conhecimentos, sobre projetos mútuos, num processo de cooperação ou de troca”
(LÉVY, 1999, p.127)
Quanto
à inteligência coletiva é a inteligência compartilhada que surge da colaboração
de muitos indivíduos através das comunidades virtuais, sendo esta a grande
finalidade da cibercultura.
Podemos então definir ciberespaço
como um novo “lugar” de comunicação, de sociabilização e de inclusão, onde as
pessoas podem partilhar “inteligência coletiva”.
Bibliografia:
Sociedade em Rede
- Uma
definição colaborativa -
Este
é um trabalho que pretende definir o conceito de “sociedade em rede” tal como é
entendido na atualidade, nas suas diferentes conceções, bem como distingui-lo
de sociedade da informação e do conhecimento.
Os
seres humanos são sociais na sua essência, têm necessidade de se relacionar e
de expandir as suas relações, procurando resolver necessidades afetivas,
físicas e materiais. Não surpreende, assim, que o Homem opte por viver em
grupos, nos quais desenvolve elos complexos de interdependência comercial,
ideológica, religiosa, etc. Sempre vivemos em rede de uma ou de outra forma e,
neste sentido, o próprio conceito de sociedade se confunde com rede.
Sociedade
em rede, no entanto, corporiza um novo paradigma de relações sociais que,
embora assentes em nós relacionais que constituem uma trama semelhante às
anteriores, se servem de uma teia com características extremamente distintas
que, em si, conferem um padrão totalmente diferente ao tecido relacional.
Se
antes este esquema social padecia de restrições espácio-temporais e se tecia
num tear de pequenas dimensões, atualmente o tear atingiu uma escala planetária
e deixou de se submeter a qualquer tipo de restrição. Se o processo envolvia
essencialmente uma rede de contactos locais e as permutas eram lentamente
efetivadas de forma pessoal e com um acesso temporal e espacialmente restrito à
informação, hoje o processo é quase instantâneo e de caráter global graças aos
desenvolvimentos na área das comunicações, especialmente a Internet.
Sociedade
em Rede
"A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação
do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em
rede" (M. Castells)
| (Titulo: Huge Social network visualization de Elner Von Denen) |
Sociedade
e Rede são dois termos que se conjugaram para definir o recém sistema
relacional das comunidades do século XXI. Importa, pois, perceber a abrangência
destes vocábulos e deslindar a forma como, tendo-se fundido, se redimensionam
para cunhar o conceito completamente novo de sociedade em rede.
A
definição de Sociedade não é simples nem linear tal como não é simples nem
linear a própria estrutura social. Trata-se de um sistema relacional
interdependente composto por todos os seres humanos que, ocupando um
determinado espaço num determinado tempo, partilham diferentes traços de união
entre eles (interesses, culturas, família, vizinhança, trabalho, origens,
opções políticas, tradições, etc), elementos que determinam a sua forma de
organização e relacionamento. Rede, no sentido que aqui importa destacar,
designa uma estrutura em que vários elementos se entrelaçam, formando uma
malha. Sociedade e Rede são, por isso, termos que à partida se harmonizam,
considerando que o tecido social é, em si, uma rede e sobrevive nesses
elementos relacionalmente enredados. A atualidade, no entanto, trouxe uma nova
rede à rede.
As
sociedades sempre viveram em rede, ou em redes, e a comunicação, condição
necessária para a vivência em comunidade, foi acompanhando e dando respostas às
necessidades destas redes sociais. Com a transição do modelo económico
capitalista para o modelo económico neoliberal, a sociedade passou a
caracterizar-se por contínuos avanços científicos que proporcionaram uma forte
globalização económica e cultural. A Internet e as modernas tecnologias de
comunicação passaram a permitir que a informação circulasse em grandes
quantidades, sem restrições de fronteiras e em curtos espaços de tempo. Neste
contexto, Bernstein (1996) enfatizou que a transição se processou de uma
sociedade baseada em recursos físicos (matérias - primas, força de trabalho,
instalações etc.) para uma sociedade fundada em informação e conhecimento.
Castells (2005), por seu lado, observou que o avanço tecnológico mais recente
proporcionou um aumento exponencial do efeito de rede no esquema social ao
interligar pessoas numa transcendência geográfica e temporal. A expansão
permanente das novas tecnologias, que permitiu o aumento significativo da
comunicação a nível local e global, tornou possível a interatividade de muitos
para muitos, e a sociedade tem sucessivamente incorporado esta ferramenta na
sua dinâmica, transformando-se.
Neste
contexto, o vocábulo rede tornou-se mais abrangente, de acordo com Guerreiro
(2006:317), rede é, também, a difusão de informação que se produz localmente
com a perspetiva de se propagar globalmente através diferentes meios de
comunicação, a partir de protocolos alfanuméricos de interoperabilidade que
possibilitam a Internet tal como a conhecemos. Em consequência, a relação
social também se tornou mais abrangente e transformadora, não surpreende, pois,
que a determinado momento a palavra Sociedade pareça insuficiente para exprimir
a nova realidade e o vocábulo Rede demasiado presente para se confundir com a
tradicional relação social.
Castells
(2005) cunha o conceito de sociedade em rede para exprimir as novas dimensões
desta estrutura social mais recente que, associada à emergente era digital,
substitui gradualmente a sociedade da era industrial. O conceito, tal como o
define, abrange as diferentes dinâmicas de relações humanas que, ao contrário
das dinâmicas anteriores, contam com uma teia tecnológica de caráter digital,
suportada e estimulada pela Internet, para colocar o conhecimento e a
informação em movimento, possibilitar permutas e criações constantes, a uma
escala planetária e sem constrangimentos. Se este recente esquema relacional
não surge por causa da tecnologia mas devido a imperativos de ordem social, sem
a tecnologia informática de redes de comunicação ela não poderia existir tal
como a conhecemos. Assim, a sociedade em rede é a estrutura social baseada em
redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na
microeletrónica em redes digitais de computadores que geram, processam e
distribuem informação a partir de conhecimentos acumulados nos nós dessas redes
(Castells e Cardoso, 2005:20). A fluidez reticular, a flexibilidade, a expansão
e transformação permanentes são traços determinantes deste novo mundo
desterritorializado.
Para
Minconi (2008, p.153-154) a sociedade em rede é a generalização de uma lógica
em rede que substitui os tradicionais modelos verticais de domínio por um
esquema horizontal. Di Felice (2008, p.57-58) apelida-a de "sociedade a
código aberto", considerando que nela se constroem conteúdos e há uma apropriação
do mundo através das tecnologias digitais. Segundo Rodrigues (2005), todos os
que vivem em sociedade estão, de alguma forma, a incorporar um espaço público
de uma relação, de uma rede e ter consciência disso é um passo em direção à
cidadania inquieta, à possibilidade de escolha entre contribuir mais ativamente
para o desenvolvimento da comunidade ou não, entre ter um comportamento
responsável ou não diante da coletividade. Entender que o homem vive e constrói
a sociedade em rede é perceber que nela o conhecimento gera poder - o poder da
escolha e da transformação.
As
potencialidades e o poder transformador deste fenómeno de reticularização não
deixam, inevitavelmente, de ter traços paradoxais. Castells, em Castells e
Cardoso (2005:18), relembra que “a sociedade em rede [se] difunde por todo o
mundo, mas não inclui todas as pessoas.” A reflexão remete para duas realidades
diferentes mas igualmente preocupantes: por um lado o acesso às ferramentas que
dinamizam os novos movimentos sociais é desigual, o acesso no sentido físico
mas também no sentido das competências; por outro a apropriação das ferramentas
nem sempre tem o potencial transformador incorporado pois, tal como refere
Silverstone (citado em Castells e Cardoso, 2005:31) “sendo a Internet uma tecnologia,
a sua apropriação e domesticação pode também ocorrer de forma conservadora e
assim actuar apenas enquanto propiciadora da continuidade da vida social tal
como ela se encontrava pré-constituída.”
Aquilo
que na sociedade em rede pode significar uma vantagem massiva e inclusiva,
pode, de igual modo, resultar na massiva exclusão social e no congelamento do
futuro. A difusão e acesso desiguais às tecnologias bem com a deficiente
apropriação das novas ferramentas criam constrangimentos que devem ser pensados
e incorporados na rede de otimização do tecido social do século XXI.
A Sociedade em Rede e a Sociedade da Informação e do
Conhecimento
A
sociedade em rede consubstancia-se no novo ambiente social e tecnológico – era
digital, permitindo a comunicação a nível local e global e a expansão
permanente das novas tecnologias trazendo um aumento significativo de
interatividade de muitos para muitos.
Porém,
não significa o mesmo que sociedade da informação e do conhecimento. Esta
corresponde à sociedade com novas capacidades de (re) organização recorrendo às
tecnologias da informação e da comunicação com actividades que têm por base as
redes de comunicação digital. O desenvolvimento das tecnologias traz alterações
profundas: globalização, aceleração e instantaneidade da circulação da
informação, a realidade mediatizada pela tecnologia, dando origem ao homo
digitalis.
Miranda
(2000) citado por Lima e Santine (2008:41) afirma que o fenómeno que melhor
caracteriza este funcionamento em rede é a convergência progressiva que ocorre
entre produtores, mediadores e usuários em torno dos recursos, produtos e
serviços de informação. O alcance dos conteúdos é potencialmente universal,
resguardadas as barreiras linguísticas e tecnológicas.
O
conceito de Sociedade da informação é tratado por diversos autores, sob óticas
diferentes, convergindo na mesma ideia. Segundo Castells (2002) “A Sociedade de
Informação é um conceito utilizado para descrever uma sociedade e uma economia
que faz o melhor uso possível das Tecnologias da Informação e Comunicação no
sentido de lidar com a informação, e que toma esta como elemento central
de toda a atividade humana”.
Sendo
assim, falar da sociedade da informação é referenciar-nos a uma sociedade em
que o intercâmbio de informações é a atividade social predominante. Fazendo uso
de todas as tecnologias disponíveis, os indivíduos que compõem esta sociedade
processam, armazenam, selecionam e usam ferramentas que facilitam a comunicação
e a troca de experiências entre si, tendo como resultado a construção de novos
conhecimentos.
Segundo
Borges (2004) “O Conhecimento por ser, em grande parte, resultado da partilha
coletiva de significados, é necessariamente construído em sociedade promovendo
valores como a colaboração, a partilha e a interação, independentemente de
qualquer tipo de filiação ou pertença.”
De
acordo com Sorj (2003) citado por Silva et al. (2010:218) sociedade do
conhecimento seria um tipo de sociedade que se volta para certo tipo de
conhecimento, "o conhecimento científico", a partir do qual se
desenvolve a capacidade de inovação tecnológica, principal motor da expansão
económica no mundo contemporâneo.
Por
outro lado, Tedesco (1999) aborda a questão da produção do conhecimento
científico e a normatização da veiculação deste conhecimento produzido de um
para muitos. O autor chama atenção para o “surgimento de conflitos que levam à
necessidade da criação de acordos e legislação para proteger os direitos da
propriedade intelectual”.
Sobre
a relação entre Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento, o
subdiretor geral da UNESCO para a Comunicação e Informação, Abdul Wheed Khan,
declara: “Sociedade da Informação é o tijolo para construir o edifício da
Sociedade do Conhecimento”. Nesse sentido, percebe-se que o conhecimento se
constrói a partir das informações socializadas pelos produtores intelectuais,
isto é, dos produtores do conhecimento científico. Logo, tal conhecimento
se não for expandido para outros sujeitos, torna-se inútil. De nada valeria uma
produção científica que tivesse um fim em si mesma.
De
acordo com Castells (1999), a estrutura social de uma sociedade em rede resulta
da interacção entre o paradigma da nova tecnologia e a organização social num
plano geral. A comunicação em rede transcende fronteiras, a sociedade em rede é
global, é baseada em redes globais. Então, a sua lógica chega a países de todo
o planeta e difunde-se através do poder integrado nas redes globais de capital,
bens, serviços, comunicação, informação, ciência e tecnologia.
Castells
(1999), afirma que a sociedade em rede também se manifesta na transformação da
sociabilidade. O que nós observamos, não é o desaparecimento da interacção face
a face ou o acréscimo do isolamento das pessoas em frente dos seus
computadores. Sabemos, pelos estudos em diferentes sociedades, que a maior
parte das vezes os utilizadores de Internet são mais sociáveis, têm mais amigos
e contactos e são social e politicamente mais activos do que os não
utilizadores. Além disso, quanto mais usam a Internet, mais se envolvem,
simultaneamente, em interacções, face a face, em todos os domínios das suas
vidas. A sociedade em rede é uma sociedade hipersocial, não uma sociedade de isolamento.
Assim
sendo, sociedade em rede é uma entidade que transcende categorizações
atribuídas à Sociedade da Informação, à Sociedade do Conhecimento ou à
Sociedade da Informação e do Conhecimento.
Sociedade em Rede: o impacto na sociedade actual
A Internet
é um meio de comunicação interactivo, diferente dos restantes meios de
comunicação, na medida em que pressupõe uma interactividade e exige maior
participação por parte do “receptor”, que é cada vez mais, em simultâneo,
“emissor”(Castells, 2003).
As
múltiplas transformações introduzidas pelas tecnologias digitais podem causar
mudanças subjetivas comparáveis àquelas causadas pela Revolução Industrial ao
longo dos séculos XIX e XX (Silveira, 2004, citando Nicolaci-da-Costa (2002c).
Para Castells (2003) pela primeira vez na história existe uma capacidade em
massa de comunicação que não é intermediada por empresas ou pelos mass media. A “Sociedade
em Rede” é fruto dessas transformações, económicas, tecnológicas, sociais e
culturais que se verificaram neste fenómeno que é a globalização e que abrangem
todas as camadas sociais em todas as regiões do mundo.
Segundo
Castells (2008) o ciberespaço é a sociedade em rede, aldeia global, um cenário
dinâmico baseado no fluxo e troca de informação, capital e cultura. Existe nela
uma diversidade de produtos e serviços que provocam uma mudança no quotidiano
de todos os segmentos, social, cultural, económico, político e educacional
(Carpes, 2001).
A nível social, as
pessoas, tendem a usar a Internet para atividades similares às existentes antes
do advento dessa tecnologia: enviar e receber email em substituição das
ligações telefónicas e ao correio tradicional e para obter notícias, pesquisar
informações, fazer compras e divulgar atividades profissionais. Por outro lado,
crianças, adolescentes e adultos mais jovens adotam novos usos para a Internet.
Eles usam-na para a formação de novas relações de amizade e amorosas e para se
integrarem em grupos virtuais, que funcionam como os grupos da vida real (Clay,
2000; Gonçalves, 2000; Kraut et al., 2003; Nicolaci-da-Costa, 2002a e 2002b).
Podemos afirmar que qualquer tipo de relacionamento está cada vez mais
articulado pela ligação em rede, desde o surgimento de novas amizades ao
encontro entre pessoas fisicamente distantes (Silveira, 2004).
A nível económico,
diversificam-se e multiplicam-se os fluxos de informações financeiras e
comerciais em todo o planeta, segundo Moraes (2003), citado por Carpes (2001).
A globalização também leva a fusões e reestruturações de empresas, mudanças de
capital e de unidades de produção para outros países onde a mão-de-obra é mais
barata, sendo a gestão feita a nível central. Estes fluxos impulsionam mudanças
no modelo organizacional que somente se tornam possíveis através de tecnologias
de comunicação e softwares integrados através da Internet (Moraes, 2003, p.
193).
No trabalho verificam-se modificações a nível da
sua estrutura, organização e forma (Levy, 2003; Castells, 2000), que são
caracterizadas pelo surgimento de novos postos de trabalho, cargos que são mais
flexíveis e com capacidade de adaptação tanto no local como no desenvolvimento
do mesmo. Consequentemente verificam-se novas exigências no que diz respeito à
procura de trabalhadores, que devem ser cada vez mais especializados. Terêncio
e Soares (2003) avaliam a Internet como uma ferramenta útil para o
desenvolvimento da identidade profissional (Silveira, 2004).
A
influência da Sociedade em Rede na Cultura
Local e Global, é uma questão que tem levantado algumas
questões, pois esta cultura global não está limitada ao individualismo, ao
materialismo e consumismo. Também dela fazem parte a democracia, os direitos
humanos, a igualdade e a liberdade individual (Morin, 2002). Carpes (2011)
levanta uma questão importante colocada por Arnett (2002): estes valores estão
longe de serem universais, uma vez que estão “centrados na liderança de países
industrializados do Ocidente e, muitas vezes, entram em conflito com as
culturas locais”. As pessoas adoptam, de certa forma, esta cultura global como
complemento à sua cultura local antagonizam-se a ela.
Segundo
Hargreaves (2003) “A sociedade do conhecimento é uma sociedade de aprendizagem”
(Lisbôa, et al. 2011). A produção de conhecimento depende da capacidade de
adaptação do individuo às mudanças emergentes, continuando a aprender de forma
autónoma e colaborativa. Esta capacidade de aprendizagem ao longo da vida é,
segundo Fisher (2000), o aspecto “mais central na construção da nova ordem
social”. Neste contexto surgem novas questões e responsabilidades à escola/
educação, que enfrenta desafios na forma de ensinar (e aprender) nesta nova sociedade
em que a criatividade e a inovação determinam o sucesso da economia.
A
utilização de redes sociais na educação tem gerado forte controvérsia.
Defendidas por uns, e contestadas por outros, a verdade é que a sua eficácia e
impacto são inquestionáveis e a escola não se pode alhear dessa nova realidade
que afecta todas as esferas da sociedade actual. As escolas “acordam lentamente
para esta nova realidade, mas os jovens trazem a Web 2.0 para os computadores
da escola e usam as redes sociais naturalmente no seu quotidiano para os mais
diversos fins” (Caldeira, 2011).
Um
dos grandes contributos que a escola poderá dar é preparar os alunos para os
novos desafios: ensinar a gerir a informação e garantir a gestão metacognitiva
do conhecimento, ou seja, apoiar no desenvolvimento de competências de
aquisição, interpretação e análise da informação e espírito crítico (Pozo e
Postigo, 2000 citados por Lisbôa, et al., 2011). É inevitável que a escola e os
seus agentes repensem a forma de ensinar para a apropriação das novas formas de
aprender e de se relacionar com o conhecimento.
Estamos
perante uma nova “identidade” para o professor, que através da utilização das
novas tecnologias, deverá estar preparado para estimular a criação colectiva, a
criatividade, espirito critico e reflexão dos seus alunos. Só assim a “educação
será capaz de atender as demandas de um futuro próximo” (Lisbôa, et al. 2011).
Concluindo,
a rede deixa de ligar máquinas e passa a unir pessoas, processo com implicações
sociais profundas (Caldeira, 2011).
O
mundo virtual sugere, de facto, inúmeras possibilidades em todos os aspectos da
vida, diante deste facto Lévy (2007, p. 104) reforça o conceito de ciberespaço
que “designa ali o universo das redes digitais como lugar de encontros e de
aventuras, terreno de conflitos mundiais, nova fronteira econômica e cultural”.
O
desenvolvimento acelerado das novas tecnologias está a provocar uma metamorfose
radical e global, em todos os aspetos da vida social e familiar, sendo, por
isso, necessário reconhecer a importância das TIC em todos os ramos da vida
social e profissional; que a informação é sinónimo de poder e que o poder está
no conhecimento; que as profissões privilegiam cada vez mais o uso da
informação e das TIC, provocando alterações ao nível da organização das
empresas e nas formas de nelas se trabalhar, obrigando a uma flexibilidade e
mobilidade no mundo do trabalho e do ensino, onde a aprendizagem deve ser
autónoma e autorregulada, ao longo da vida.
Diante
deste cenário, vários desafios se levantam. O primeiro deles é tentar garantir
a democratização do acesso às mais variadas formas, meios e fontes por onde
circula a informação para que possamos construir uma sociedade mais equitativa.
Por outro lado, devemos desenvolver competências e habilidades para transformar
essa informação em conhecimento, tendo em conta valores como a solidariedade, o
respeito, a diversidade, a interacção, a colaboração, a criatividade e
sobretudo, a nossa capacidade de ousar, de inventar, de inovar e, ao mesmo
tempo, de sermos capazes de avaliar os riscos dos nossos atos. Concordamos com Lisbôa,
et al. (2011) quando afirmam que “temos plena convicção que isso só poderá ser
alcançado por meio da educação”.
Considerações
finais
A
realização deste estudo, que pretendeu construir coletivamente uma definição de sociedade em rede levou
o grupo, à superação de diversos desafios.
Enquanto
indivíduo, o desafio está em como abstrair uma real compreensão do que já foi
dito e, sem sobreposição, conseguir complementar; adicionar tijolos à
construção deste conhecimento que aos poucos foi se desenhando. Terá sido este
sim o real desafio?
Certamente,
outros podem ser listados, quais sejam os de lidar com as novas ferramentas
fruto das modernas tecnologias da informação e comunicação; praticar
empaticamente os novos recursos didáticos na qualidade de aluno e não de
professor; experimentar a autonomia na construção de novas competências sem a
gerência da tão tradicional figura do professor a guiar a aprendizagem, por
meio do ensino.
Sobre
esta caminhada, que em si já comporta aprendizagens significativas, há que
reconhecer que ainda há muito a aprender. Todavia, no que toca à construção
coletiva, largos passos foram dados.
Na definição de Sociedade em Rede,
paradoxalmente, constrói-se a compreensão deste conceito em construção que
abarca, na sua estrutura, o entendimento de sociedade da informação e do conhecimento,
bem como a constatação que a rede hoje deixa de simplesmente ligar máquinas,
para unir pessoas numa dimensão global, o que interfere diretamente no
comportamento das pessoas e promove profundas mudanças sociais. As mudanças que
caracterizam esta sociedade em rede referem-se aos vários aspetos da vida
humana.
Uma
breve análise dos séculos XX e XXI permite-nos constatar que a espécie humana
está a iniciar uma nova fase da sua história, que muito deve ao desenvolvimento
das TIC, tecnologias de rede e da internet. Estes acontecimentos trouxeram
inúmeros benefícios à vida cotidiana da população mundial de uma forma
generalizada. Economia, política, cultura, educação e sociedade foram todas
influenciadas e modificadas nos últimos anos. No entanto, seria míope avistar
este contexto de forma unicamente positiva.
O
excesso de informações e a rapidez da sua veiculação combinam a escassez de
espaço e tempo para a abstração e para a reflexão, podendo dificultar o
aprendizado e contribuir para uma cultura caracterizada pela superficialidade,
pela padronização e, sobretudo, pela valorização da imagem em detrimento da
palavra.
Ainda
que isso não deva ser tomado como absoluto em todos os casos, pois ainda
existem abstração e reflexão no mundo de hoje, também não seria prudente
desconsiderar os riscos desta nova cultura emergente. A valorização de formas
de expressão apoiadas no sensorial, narrativo, dinâmico, emocional e
sensacionalista participa do desenvolvimento de determinadas maneiras de agir,
pensar e sentir, caracterizando um novo momento histórico, que traz consigo
ganhos significativos para os indivíduos e suas organizações. Por outro lado, a
desvalorização do abstrato e simbólico, do analítico, estático, racional,
previsível e rotineiro traz consigo perdas igualmente significativas e,
portanto, merecedoras de atenção e cuidado.
No
percurso para construção da definição de Sociedade em Rede,
considerando a dimensão planetária em que se insere esta sociedade, este estudo
elucida a necessidade de procurar, individualmente e pelas formas organizadas
da sociedade, a democratização do acesso à informação, ao tempo em que se faz
necessário o desenvolvimento de competências e habilidades para transformar
estas informações em conhecimentos úteis que tenham as tecnologias e as
relações que, por seu intermédio, se estabelecem como forma de construção de
uma sociedade mais justa e igualitária.
Por
fim, entende-se que esta sociedade em rede permite estudos, trabalhos
colaborativos, sociabilização e todos os outros aspetos da vida humana que
possibilitam as pessoas e organizações aprenderem e interagirem juntos para, em
escalas nunca imagináveis, conviver, interagir, trabalhar, inovar, teorizar e
recriar novos caminhos para uma sociedade melhor.
Sociedade em Rede reflete a presente estrutura social que, alavancada pela difusão de novas tecnologias de comunicação, esbate as barreiras do tempo e do espaço, promovendo uma sociabilidade mais rápida, mais próxima, mais conectada e mais competitiva. Coloca o ser humano numa rede colaborativa na qual se cria, se transforma e se acumula sucessivamente informação a uma escala global sem precedentes. A nossa tarefa, ainda que em pequena escala, expressa a materialização clara de Sociedade em Rede enquanto exemplo das suas potencialidades.
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