quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reflexão Crítica - A Rede como Interface Educativo

There is a kind of 3D effect in these projects:

The tools, the characters, the means used are very much part of the essence of the XXI century. We
https://www.flickr.com
are living it and watching it being lived.
Then there is the thought-provoking use of language and content. It ignites discussions way beyond the walls of a University or the borders of a country. We can’t help but feeling we are atoms of the portrayed reality.
These discussions, triggered by all the provocations on these projects, generate ideas. These ideas are metamorphosed into different types of actions. These actions (and even inactions) have impact on things around us and, suddenly, we can’t help but feeling we are building the portrayed reality.
This is were 3D changes into reality: projects are yours and suddenly we are also responsible for them because we too are the students, the teachers and the citizens. It’s the network society on the move: You are using the machine to change us and education (us educated) to change the machine.

Here are the provocations we clearly found challenging:

“The machine is us(ing) us”




Looking at the web as it stands right now we can clearly understand everything is virtually there, waiting to come out. Multiple virtual possibilities asking for multiple uses, challenging our creativity, our intelligence, our critical and ethical responses.
Can the machine live without us? Can we ignore it? Can we even live without it? 


“A vision of Students today”



The learners’ life experiences defy the status quo of education. It is quite ironic that the technological reality seems a parallel world in that traditional classroom the video shows. It is not essentially about the tools, but about the personal resources to deal with them. Teachers and learners are responsible for that adjustment: we, as students, need to be available to deal with new tools in an educational context; we, as teachers, need to incorporate and learn about them.
Can we keep building knowledge in a traditional way? Does classical education answer the network society needs? Isn’t education more than the academic? Why do we still academically undermine the machine?


“Students helping students”  



When people stop looking at themselves changes happen and it is virtually there, in a collective movement, society will find ways to move through. This new era is asking for changes, each one of us is responsible, but we must not work alone.
Isn’t it clear resources, by themselves, are nothing? Isn’t it clear that the network needs people and solid changes need more than just me? Isn’t all this a collective task?


“The Machine is (Changing) Us: YouTube Culture and the Politics of Authenticity”


The machine is potentially bad and it virtually promotes negative behaviors: egocentrism, manipulation, inauthenticity, and so on. But the machine is also potentially good and it virtually promotes positive behaviors: solidarity, transparency, authenticity, and so on.
It is up to us, and for us to make the right decisions education has a crucial role. The machine changes us, but we are the only ones who can change it too.
Isn’t the machine just another way of being ourselves? Isn’t a positive change completely dependent on our choices and our uses of the network? Isn’t it the role of education to make the web a fundamental resource to change the world?


Faced with your provocations we can’t but to accept the challenge. We’re trying to do or part…  


Equipa Teta



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Teoria da Distancia Transacional de Michael Moore

Este trabalho foi elaborado pela equipa Moore, no âmbito do Mestrado Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, na Unidade Curricular de Modelos de Educação a Distância.

Espero que gostem!




http://pt.slideshare.net/sandramelro2/apresentao-grupo-moore-42846254?ref=http://pt.slideshare.net/

O Fenómeno da Cibercultura - Visão pessimista de Paul Virilio


A visão alarmista de Paul Virilio, leva-nos a uma definição da Era da informática como sendo algo perigoso. Esta Era remete-nos para uma perda da noção do real, onde é a máquina o ditador e o homem o seu escravo:

“Nós estamos no “tempo-máquina”; o tempo humano é sacrificado como os escravos eram sacrificados no culto solar de antigamente.”
Entrevista a P. Virilio 2011
Não há duvida que a sociedade está a ser consumida pelas tecnologias de comunicação. Basta olharmos atentamente para a forma como tudo o que nos rodeia se altera, quer a nível económico e politico, para nos apercebermos que a tecnologia e os processos que dela dependem estão totalmente dependentes dela mesma.
Contudo seria impensável a sociedade como a conhecemos, viver sem esta tecnologia, pois ela é vista como algo indispensável em qualquer área da vida humana. Aliás, a velocidade com que a tecnologia avança em termos evolutivos é exponencial, e essa rápida evolução está efetivamente a alterar o comportamento do ser humano. Contudo para Virilio, a utilização massiva das máquinas, levou-nos a uma perda da noção da realidade, sendo a máquina que controla o homem e não o homem que controla a máquina.
O homem é um ser curioso, ambicioso e inteligente, que atingiu um patamar nunca imaginado no que se trata do domínio sobre o conhecimento tecnológico. Mas será que a utilização das tecnologias que ele mesmo construiu está a ser utilizada de forma correta?  
Velocidade é a palavra central dos pensamentos de Virilio quando se fala de ciberespaço. Para este pensador, a realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum, acabando desta forma por se perder a noção de tempo e espaço.
Ele acredita que vivemos de forma superficial na medida em que vivemos  na Era da Dromologia. Esta define o estudo da velocidade –Dromo, do grego – corrida, ou seja a lógica da corrida.
A dromologia é um conceito que surgiu pela primeira vez no livro intitulado “Velocidade e Política” (1977), e assenta no pressuposto de que o que acontece está relacionado com a sua velocidade a que ocorre. É o estudo da velocidade, do ritmo a que estamos expostos enquanto cibernautas. 
Para Virilio a pressa tem como propósito o exagero na superficialidade não havendo espaço para a reflexão. A Era da Dromologia carateriza-se na medida em que vivemos todos numa sociedade em rede, onde o ritmo é voraz, impossibilitando a reflexão sobre os processos vividos, daí a superficialidade que Virilio refere. Deste modo, a relação que Virilio constrói à volta da cibercultura é a de que há uma total perda de liberdade de ação no que conta à escolha pelos cibernautas. Conseguimos nos dias de hoje observar os comportamentos dos indivíduos em geral, incluindo os jovens, que criaram uma dependência obscena na utilização das tecnologias, chegando ao ponto em que não conseguem viver sem a sua utilização. São indivíduos que estão presos à máquina e que “sofrerão o conjunto dos problemas da comunicação, adquiridos no curso dos últimos séculos da técnica” (VIRILIO, 1999, p.43).


Já foram inumaras as vezes em que assistimos a grupos de jovens que se comunicam por via da internet, dando preferência à partilha virtual do “agora”, aquando na presença uns dos outros, privando-se de viver o real.
Para este pensador, a história contemporânea é filha da velocidade, que aliada à guerra formam as fundações da sociedade. Podemos afirmar que, a supervalorização da tecnologia na sociedade aliada à velocidade de informação que presenciamos enquanto sociedade em rede, leva-nos ao abismo da guerra informacional. Virilio chega a comparar a guerra terrestre com a guerra cybernautica. Nos noticiários já assistimos várias vezes a este tipo de situações, tendo como exemplo o caso de Julian Assange com a WikiLeaks.
 Observando a velocidade com que a tecnologia abraça e se apodera da sociedade, Virilio questiona-se se conseguirá a nossa existência quotidiana aguentar o tempo real suportado pelas tecnologias.
A revolução e rápida evolução tecnológica, levou-nos ao encontro de uma nova sociedade, de um novo modo de vida. Enquanto antigamente os esquemas da sociedade eram vistos em pequenas dimensões, onde pequenos grupos de pessoas interagiam presencialmente, hoje em dia o processo do aparecimento deste conceito é de caracter global devido ao desenvolvimento tecnológico quer nas áreas da comunicação, dando um lugar de destaque à internet.
Segundo Castells, o ciberespaço é a sociedade em rede, onde há a partilha e troca de informação.
“A revolução da tecnologia de informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede” (M. Castells)
Por outro lado Lévy vê o ciberespaço como o meio da criação da cibercultura.
Sempre que se fala sobre cibercultura, as opiniões divergem em dois pontos de vista: otimista, em que olham a cibercultura e toda a sua relação com a sociedade como sendo uma relação mais democrata e justa de comunicação; ou pessimista, na medida que acreditam que a sociedade é vítima dessa cibercultura.
Paul Virilio partilha da visão pessimista e marca uma posição anti “Era da Informática”. Ele chega a comparar a Internet com a cultura norte-americana, acusando-a de controlo universal. Caracteriza a internet como sendo um instrumento de opressão das sociedades.
Se nos debruçarmos um pouco sobre a questão pessimista de Virilio, verificamos que a evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de algo por parte de cada individuo, através de meios que todos nós conhecemos como por exemplo um blog, o twitter, é exacerbada e exagerada. Essa partilha de informação poderá ser vista como partilha de desinformação, uma vez que todos nós, utilizadores da internet, temos acesso a instrumentos que nos permitem publicar qualquer coisa. O mar de informação ou desinformação é tão vasto que se tornou impossível moderar e avaliar se o que nela navega é autêntico.
Sendo a velocidade o termo central na reflexão de Virilio, podemos invocar a visão de Lévy quando refere que com a velocidade de alteração de informação que circula na rede, torna-se humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é mais importante uma vez que o “dilúvio informacional jamais cessará.” Levy, P (1999)
Para Virilio, a desinformação que é lançada na internet, é vista como o culminar da vida privada de cada individuo. Tendo em conta que a internet surgiu para fins militares – Arpanet – Virilio mantém esse propósito nesta Rede Mundial que todos nós utilizamos diariamente vendo nela uma arma de destruição.
Em “La fin de la vie privée”, Virilio fala-nos de como o desequilíbrio criado pelo aparecimento do ciberespaço e das novas tecnologias de informação e comunicação, não são apenas as alterações ao nível económico e político mas sim a nível quotidiano. As pessoas dão preferência à vida virtual, onde a curiosidade pela vida alheia, domina grandemente o individuo, tornando-o prisioneiro dos meios informáticos.
Em conclusão, Paul Virílio, filósofo, arquiteto, urbanista, nascido a 1932 em França, anuncia “o ciberespaço”, como “um acidente do real” em que o acidente faz parte integrante da “criação tecnológica”.
Desta forma, o Ciberespaço torna-se numa visão de fachada na qual a realidade sofre acidentes e é destruída, dividida entre o real e o virtual. Para Virilio, a “realidade virtual é o acidente da própria realidade” e partilha uma visão pessimista marcando uma posição anti “Era Informática”, sendo esta uma Era particularmente perigosa, na medida em que vivemos no “tempo máquina” onde o homem surge como um dependente das tecnologias. Esta influência tecnológica, está a alterar o comportamento humano assim como a noção de espaço e tempo.
Com a velocidade da evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de informação, através das redes sociais tornou-se uma epidemia ao nível global. O ciberespaço é visto por Virilio como um campo de guerra, onde se travam batalhas de índole política, religiosa, social e económica.
A velocidade é outro termo chave na visão de Virílio, e com ela nasce a Dromologia que é o estudo dos efeitos da aceleração da velocidade nas sociedades. Para Virílio a realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum.
“…esta súbita reversão dos limites introduz, desta vez no espaço comum, o que até o momento era da ordem da microscopia: o pleno não existe mais, em seu lugar uma extensão sem limites desvenda-se em uma falsa perspetiva que a emissão dos aparelhos ilumina.”
Virilio (1993, p.10)
A distância fica assim extinta no seu sentido de dimensão física. Nesta visão dos factos, a existência de uma aproximação física, dá lugar ao anonimato. Não podemos esquecer que nos tempos que correm, as pessoas estabelecem quer ligações quer transações sem precisarem de um encontro físico, provocando o afastamento da convivência social.
Deixo-vos com uma frase de Virilio que nos fará pensar mais um pouco:
“De que serve a um homem ganhar o mundo inteiro se ele termina por perder sua alma?”


(Virilio 1993)
Retirado em https://www.youtube.com/watch?v=KqZOQXkg5SE


Bibliografia:

Castells, M (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1;
Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1996) Velocidade e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Estação Liberdade;
Virilio, P. (1999) A Bomba Informática. São Paulo: Estação Liberdade.


Autenticidade e Transparencia na Rede

Após as leituras de alguns autores como Castells e Levy, onde aprofundam os conceitos de Sociedade em Rede e a Cibercultura, assim como o confronto com as diferentes visões de Boudrillaurd e Virilio sobre a cibercultura e a utilização das novas tecnologias, chega o momento de refletirmos sobre a forma como as pessoas se comportam e se apresentam nesta rede global de comunicação e disseminação de informação.

A mediação digital remodela certas atividades cognitivas fundamentais que envolvem a linguagem, a sensibilidade, o conhecimento e a imaginação  inventiva.  A  escrita,  a  leitura,  a  escuta,  o  jogo  e  a composição musical, a visão e a elaboração das imagens, a concepção, a perícia,  o  ensino  e  o  aprendizado,  reestruturados  por  dispositivos técnicos iditos, estão ingressando em novas configurações sociais. (VY, 1998,p.17)

A tecnologia e a sua apressada evolução elevaram o patamar na forma de comunicar e de difundir a informação. Toda a sociedade como a conhecemos encontrasse dependente das tecnologias. Assim sendo a tecnologia é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas.” (CASTELLS, 1999, p.43). Onde e quando, são questões já ultrapassadas quando se fala em comunicação. A utilização da Internet como meio de difusão de informação assim como meio de comunicação revolucionou a nossa forma de estar na sociedade.

As barreiras dos indicadores sociais, como a idade, a aparência, entre outros, relativizam-se, quando estamos a estabelecer uma comunicação mediada por computador. Porem, existe muitas questões inerentes à autenticidade e transparência, quando navegamos ou difundimos informações na internet.

Quando navegamos na Rede enquanto cibernautas, adotamos uma identidade digital, que nos identifica enquanto cidadãos na Rede. A comunicação mediada por computador trouxe-nos a possibilidade de criar e de reinventar um novo “Eu”. Habilita a criação de personagens contrárias ao nosso “Eu” real, permitindo fazer passar por quem não somos, ou fazer passar por quem gostaríamos de ser, como que se fosse uma “nova pele que rege nossas relações” (Levy 1998, p.16). Neste ponto coloca-se a questão da autenticidade. Até que ponto é que as pessoas são autênticas quando traçam o seu perfil numa rede social?



Normalmente, nem sempre a identidade é autêntica. Há sempre a tendência para não revelarmos autenticamente a nossa identidade como forma de nos protegermos. Por outro lado, a tendência é de projetarmos nas redes socias, um “Eu” que não o real, e por isso damos a conhecer o nosso “Eu” ideal, aquele que gostaríamos que os outros vissem de nós mesmos. Esta tendência de projetarmos um “Eu” que não o real, muitas vezes está relacionado com medos ou receio de perigos que possam advir da utilização das Redes Socias.

Há que ter em atenção que enquanto navegadores da Internet, a nossa vulnerabilidade aumenta, na medida em que o acesso às informações que colocamos na Rede passa a estar acessível, mesmo quando tomamos medidas de privacidade sobre os nossos perfis. Em termos tecnológicos são enumeras as ferramentas que podem ser utilizadas para a apropriação de contas e de perfis para fins menos apropriados, colocando os utilizadores por vezes em situações pouco confortáveis.

As pessoas têm comportamentos diferentes quando interagem através da internet? Esta é outra questão que emerge desta reflexão. De facto esta forma de interagir facilitou em alguns aspetos o relacionamento interpessoal. Há quem diga que a comunicação mediada por computador afasta as pessoas, mas há também quem defenda precisamente o contrário. Ora vejamos, de uma maneira pratica, quantos relacionamentos começaram através de um simples chat? Quantas famílias que se encontram afastadas geograficamente comunicam-se através do Skype?

Por outro lado temos a dependência, que muitas vezes se cria, em torno destas tecnologias potenciando o afastamento dos que estão perto de nós. Por vezes assistimos a grupos de jovens, que apesar de estarem juntos fisicamente, apreciam comunicar-se entre eles através dos seus tão atuais dispositivos. Deste modo, as pessoas passam a viver no tempo máquina, dependente das novas tecnologias, expressando uma alteração do comportamento humano.

A transparência e a autenticidade de que se falou até então debruçou-se apenas sobre os que navegam na internet. Já vimos que a identidade dos cibernautas e o seu comportamento divergem mediante os seus receios ou ideais enquanto seres sociais. Na mesma medida, uma vez que são esses mesmos indivíduos quem fornecem e difundem na internet informações, cabe-nos questionar de igual modo a transparência e a autenticidade da informação que encontramos nesta rede global. Até que ponto a informação que encontramos no ciberespaço é autêntica e fidedigna? Navegamos num ciberespaço de informação ou desinformação? Em que medida aquilo que navega na internet é real? Fará sentido fazermos uma distinção do que é real e virtual?

A virtualização “não se trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos uma realidade. Longe de circunscrever o reino da mentira, o virtual é precisamente o modo de existência de que surgem tanto a verdade como a mentira” Lévy (1997, p.148).

Seja de que maneira for enquanto seres sociais e navegadores do ciberespaço, há que ter atenção e utilizar mecanismos de defesa na preservação da nossa identidade e privacidade, assim como aquando da procura de informações, proceder a cruzamentos dos dados pesquisados de forma a verificar a sua autenticidade.



Deixo-vos um vídeo muito interessante onde abrange de uma forma bastante elucidativa, o impacto que a internet nos trouxe nas relações sociais.


Vídeo produzido pela Agência HotWorks


Bibliografia:



Baudrillard, J. (1981). Simulacros e Simulação.
Castells, M. (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1;
Lévy, P. (1997). O que é o virtual? São Paulo: Edições 34;
Lévy, P. (1998). A inteligência coletiva. São Paulo: Edições Loyola;
Lévy, P. (1998). A máquina universo. Porto Alegre: ArtMed;
Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1999) A Bomba Informática. São Paulo: Estação Liberdade;
Virilio, P. (1996) Velocidade e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Estação Liberdade.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Seleção e utilização de Recursos Educacionais Abertos

No âmbito da Unidade Curricular Materiais e Recursos para o Elearning, e concretizando a proposta relativa à atividade II, deixo aqui três fontes/repósitos de Recursos Educativos Abertos, que considero interessantes.

Fonte 1 – Casa das Ciências
Este é um site onde são divulgados recursos educativos abertos para os vários ciclos de ensino. É um portal muito completo e muito bem estruturado. As pesquisas são feitas com base numa serie de critérios, os recursos podem ser classificados pelos utilizadores, para que futuros visitantes possam ter uma visão da aceitação/satisfação de cada recurso. Quanto à qualidade dos recursos, esses passam sempre por uma avaliação científica e pedagógica. Os recursos apresentados neste site, ficam sujeitos a uma licença Creative Commons com a atribuição Partilha nos Termos da Mesma Licença designada como BY-SA. Esta licença permite a sua distribuição e utilização livre, não sendo autorizadas utilizações para fins comerciais. É obrigatório que ao autor seja dado o crédito pela criação da sua obra, como também é obrigatório que as obras derivadas, sejam licenciadas nos mesmos termos em que o foi a obra inicial com a indicação do autor inicial.


Fonte 2  Escola Digital




Escolhi este repositório por ser um otimo recurso para professores e alunos de todas as áreas disciplinares e de todos os ciclos de aprendizagem. Todos os recursos depositados nesta fonte de recursos, são licenciados com Creative Commons CC – BY o que permite a utilização do recurso de forma livre. Para além das licenças Creative Commons, este repositório de recursos educativos abertos é de fácil navegação. A pesquisa de materiais é muito intuitiva. Os materiais que podemos encontrar, são bastante diversificados.



Fonte 3 – GEORED – Recursos Educativos Digitais para o Ensino da Geografia

Embora a geografia não seja a minha área, ao pesquisar REA’s encontrei este repositório direccionado apenas para a área da Geografia, que a meu ver é muito interessante.
Todos os recursos que aqui se encontram, são licenciados com licença Creative Commons  (CC – BY – NC – SA) permitindo desta forma copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar, e criar a partir do original. Para além dos recursos terem este tipo de CC, a qualidade dos recursos aqui presente, têm a aprovação de patentes prestigiadas, conferindo-lhes qualidade.




ESCOLHA DE 2 RECURSOS EDUCATIVOS ABERTOS DISPONÍVEIS ONLINE

Rumo à conclusão da Temática II da Unidade Curricular Materiais e Recursos para E-learning, apresento dois REA que se encontram disponíveis online.

Nesta atividade foram tidos em conta os seguintes pontos:

  • Publicar dos endereços onde os REA podem ser consultados;
  • Indicar dos critérios, explicitados e fundamentados sinteticamente, que presidiram na escolha dos recursos; 
  • Indicar as adaptações aos REA (caso se aplique e estas sejam permitidas);
  • Planificação da atividade aplicando os REA escolhidos

Os Recursos escolhidos são:

  • 1º REA - Topologias de Rede/ Dispositivos Concentradores

  • 2º REA - CompTIA - Topologias de Redes 
https://www.youtube.com/watch?v=ErMo4OacERo


Critérios de Seleção

A escolha da temática dos REA recaíram sobre a minha área profissional – Informática.
Ambos os recursos apresentam uma linguagem acessível, abordando o tema de uma forma bastante dinâmica e interativa, tendo início num vídeo, passando por uma apresentação mais expositiva dos conteúdos, dando lugar à reflexão e debate, culminando num exercício interativo, como forma de consolidar e avaliar os conteúdos apresentados.

  • 1º REA
http://r21.ccems.pt/RECURSOS/CURSOSPROFISSIONAIS/tabid/249/language/pt-PT/Default.aspx

O autor do Powerpoint, explica de forma simples e bastante esclarecedora as várias topologias de rede existentes, assim como elabora a relação vantagens e desvantagens da utilização de cada uma.



Apresentação PowerPoint sobre "Topologias das Redes"

Utiliza uma linguagem científica correta, e ao mesmo tempo adequada à facha etária (ensino secundário). Para além da apresentação, o exercício interativo de consolidação dos conteúdos também é adequado.


Imagem da Aplicação "Exercísio3.htm"

Apesar de não conseguirmos alterar o exercício interativo, a apresentação em powerpoint é de acesso livre, no sentido em que podemos sempre remixar o conteúdo.
Em termos de acesso, este recurso encontrasse num repositório que necessita de registo para ser acedido, contudo, tratasse de um repositório com materiais fornecidos e revistos por educadores de cada área específica.
Estes são Recursos Educacinais Abertos com licença Creative Commons.

  • 2º REA


Este vídeo é bastante acessível e completo. Aborda com detalhe as topologias de redes de computadores e as suas finalidades. É um recurso reutilizável, na medida em que podemos visualizar o vídeo sempre que queiramos.
O Vídeo encontrasse no Youtube, e é muito completo relativamente à temática em questão.
Em termos de licenciamento, este vídeo não está licenciado com Creative Commons.


Adaptações aos REA escolhidos


No que concerne a adaptações dos recursos escolhidos, poderíamos acrescentar conteúdos à apresentação powerpoint que são abordados no vídeo, para que esta pudesse ficar um pouco mais completa, assim como poderíamos melhorar o exercício interativo de consolidação dos conteúdos, com alguns aspetos abordados no vídeo, assim como fazer uma melhoria na interface do exercício.


Planificação da atividade proposta


Esta é uma atividade a realizar numa aula de 90 minutos.

Objetivos

  • Identificar e definir as diferentes topologias de redes;
  • Identificar as vantagens e desvantagens de cada topologia de redes.

Conteúdos

  • Topologias de redes

Público alvo

  • Alunos do ensino secundário/profissional

Estratégias/Atividades

  • Visionamento do Vídeo do youtibe https://www.youtube.com/watch?v=ErMo4OacERo
  • Debate dos assuntos apresentados tendo como auxílio a apresentação Powerpoint;
  • Exercício interativo de consolidação doc conteúdos lecionados.

Recursos

  • Computador com acesso à internet
  • Projetor multimédia
  • Os REA’s indicados



Avaliação

A avaliação é feita através da realização do 2º REA - exercício interativo de consolidação dos conteúdos, assim como na observação direta dos alunos realizada durante a aula. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Cibercultura





No âmbito da disciplina de Educação e Sociedade em Rede, foi feita a leitura e reflexão do livro de Pierre Lévy – Cibercultura, e posterior apresentação de três exemplos fundamentados com base na definição do autor de cibercultura.

Inicio esta minha análise com um trecho do livro:

“O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo específica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo “cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais) de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (Lévy, P 1999, p17)

Segundo Levy, o ciberespaço é o meio da criação da cibercultura. É neste ciberespaço, em que a cibercultura surge e se modifica. É aqui que cada indivíduo (nó) é aceite na rede, podendo desta forma expandir o conhecimento através da partilha de conhecimentos, tornando-se assim produtor de novas informações. Para Levy, nos dias de hoje, é impossível resumir toda a informação que é lançada na rede. Não nos podemos esquecer de que, com a velocidade de alteração de informação que circula na rede, torna-se humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é mais importante uma vez que o “dilúvio informacional jamais cessará.” Levy, P 1999 (pág. 14)

Neste livro, o autor refere a enorme quantidade de informação que circula na rede como um diluvio informacional. Nunca tinha pensado nisso desta forma, contudo a quantidade exacerbada de informação que circula na rede é de tal forma intensa, que a analogia do autor comparando a quantidade de informação com o diluvio Bíblico faz todo o sentido e é bastante esclarecedora. Mais ainda, o dilúvio que o Autor refere é permanente, logo há que, e passo a citar, “ensinar nossos filhos a nadar, a flutuar, talvez a navegar.” Levy, P (pág. 15).

Vamos então pensar em cada indivíduo como sendo uma arca diferente de todas as que navegam pelo mar de informação. Deveremos então construir a nossa própria arca, filtrando a informação que achamos ser a mais relevante, mediante os nossos interesses pessoais. Neste sentido estamos a pensar apenas como indivíduos meramente consumistas da informação. Por outro lado, o processo de disseminação da informação era algo totalmente da responsabilidade da comunicação social (Televisão, rádio, jornais, etc), contudo, com o surgir e desenvolvimento das novas tecnologias, nomeadamente a Internet, a participação de cada um de nós, na partilha de informação na rede, elevou-se exponencialmente. Logo há que ter consciência, enquanto “nó” gerador de informação.

A liberdade de pensamento enquanto indivíduos conduziu-nos à ideia de que somos nós quem decide qual o rumo que queremos seguir. Somos seres livres de escolher e analisar as nossas próprias ideias.

Segundo Levy, antes de partir para a definição de Cibercultura, há que identificar o meio da sua criação, o ciberespaço. O que é o ciberespaço? Para Levy, este conceito nasceu do resultado do movimento de indivíduos com uma vontade extrema de iniciarem/experimentarem novas formas de comunicação coletiva, diferente da comunicação que já conheciam.

Essa inquietude, este movimento, esta vontade de “viver” novas experiências em novas formas de comunicar, gerou uma abertura de um novo espaço de comunicação, que possibilitou a colocação de questões de uma forma individual, podendo e dando origem a que aos membros deste espaço, pudessem responder partilhando diversas informações originando um pensamento ou conhecimento comum, ie, partilhado. Creio que poderemos dar como exemplo os fóruns de discussão nas diversas plataformas hoje tão convencionais, como Blogs, Facebook, Google +, Twitter etc., designadas como comunidades virtuais.

Por outras palavras, podemos dizer que as comunidades virtuais são locais na internet em que grupos de utilizadores debatem/discutem/trocam informações, criando desta forma uma memória coletiva.

Esta memória coletiva vai crescendo progressivamente através da interação dos elementos/membros do grupo da comunidade virtual. A internet permite esta mesma situação. Nasce então o conceito de inteligência coletiva.

O ciberespaço como suporte da inteligência coletiva é uma das principais condições do seu próprio desenvolvimento. O crescimento do ciberespaço não determina automaticamente o desenvolvimento da inteligência coletiva, apenas fornece a esta inteligência um ambiente propício. A inteligência coletiva acontece quando através das interatividades pelas comunidades virtuais, todos podem dividir, compartilhar conhecimento, pensamentos e diversos outros conteúdos. É a mobilização das competências de todos.

O ciberespaço encoraja um estilo de relacionamento quase independente dos lugares geográficos e da coincidência de tempos, é a interconexão dos computadores e é uma nova forma de interatividade. É onde ocorre a profusão das redes interativas.

“A internet é um dos mais fantásticos exemplos de construção cooperativa internacional.” Lévy, P (pág. 126)

Podemos então afirmar que o crescimento do ciberespaço é orientado por três princípios fundamentais:


  • A interconexão;
  • A criação de comunidades virtuais;
  • A inteligência coletiva.

A interconexão é a capacidade que todos os aparelhos têm de comunicar entre si. Já a comunidade virtual “é construída sobre afinidades de interesses, de conhecimentos, sobre projetos mútuos, num processo de cooperação ou de troca” (LÉVY, 1999, p.127)

Quanto à inteligência coletiva é a inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos através das comunidades virtuais, sendo esta a grande finalidade da cibercultura.

Podemos então definir ciberespaço como um novo “lugar” de comunicação, de sociabilização e de inclusão, onde as pessoas podem partilhar “inteligência coletiva”.


Bibliografia:



Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34