The tools,
the characters, the means used are very much part of the essence of the XXI
century. We
https://www.flickr.com
are living it and watching it being lived.
Then there
is the thought-provoking use of language and content. It ignites discussions way
beyond the walls of a University or the borders of a country. We can’t help but
feeling we are atoms of the portrayed reality.
These
discussions, triggered by all the provocations on these projects, generate
ideas. These ideas are metamorphosed into different types of actions. These
actions (and even inactions) have impact on things around us and, suddenly, we
can’t help but feeling we are building the portrayed reality.
This is
were 3D changes into reality: projects are yours and suddenly we are also
responsible for them because we too are the students, the teachers and the
citizens. It’s the network society on the move: You are using the machine to
change us and education (us educated) to change the machine.
Here are
the provocations we clearly found challenging:
“The machine is us(ing) us”
Looking at
the web as it stands right now we can clearly understand everything is
virtually there, waiting to come out. Multiple virtual possibilities asking for
multiple uses, challenging our creativity, our intelligence, our critical and
ethical responses.
Can the
machine live without us? Can we ignore it? Can we even live without it?
“A vision of Students today”
The learners’
life experiences defy the status quo of
education. It is quite ironic that the technological reality seems a parallel
world in that traditional classroom the video shows. It is not essentially
about the tools, but about the personal resources to deal with them. Teachers
and learners are responsible for that adjustment: we, as students, need to be
available to deal with new tools in an educational context; we, as teachers,
need to incorporate and learn about them.
Can we keep
building knowledge in a traditional way? Does classical education answer the
network society needs? Isn’t education more than the academic? Why do we still
academically undermine the machine?
“Students helping students”
When people
stop looking at themselves changes happen and it is virtually there, in a
collective movement, society will find ways to move through. This new era is
asking for changes, each one of us is responsible, but we must not work alone.
Isn’t it clear resources, by themselves, are nothing? Isn’t
it clear that the network needs people and solid changes need more than just
me? Isn’t all this a collective task?
“The Machine is (Changing) Us: YouTube Culture
and the Politics of Authenticity”
The machine
is potentially bad and it virtually promotes negative behaviors: egocentrism,
manipulation, inauthenticity, and so on. But the machine is also potentially
good and it virtually promotes positive behaviors: solidarity, transparency,
authenticity, and so on.
It is up to
us, and for us to make the right decisions education has a crucial role. The
machine changes us, but we are the only ones who can change it too.
Isn’t the
machine just another way of being ourselves? Isn’t a positive change completely
dependent on our choices and our uses of the network? Isn’t it the role of
education to make the web a fundamental resource to change the world?
Faced with
your provocations we can’t but to accept the challenge. We’re trying to do or
part…
Este trabalho foi elaborado pela equipa Moore, no âmbito do Mestrado Pedagogia em Elearning da Universidade Aberta, na Unidade Curricular de Modelos de Educação a Distância.
A visão
alarmista de Paul Virilio, leva-nos a uma definição da Era da informática como
sendo algo perigoso. Esta Era remete-nos para uma perda da noção do real, onde
é a máquina o ditador e o homem o seu escravo:
“Nós estamos no “tempo-máquina”; o tempo humano é
sacrificado como os escravos eram sacrificados no culto solar de antigamente.”
Entrevista a
P. Virilio 2011
Não há duvida
que a sociedade está a ser consumida pelas tecnologias de comunicação. Basta
olharmos atentamente para a forma como tudo o que nos rodeia se altera, quer a
nível económico e politico, para nos apercebermos que a tecnologia e os
processos que dela dependem estão totalmente dependentes dela mesma.
Contudo seria
impensável a sociedade como a conhecemos, viver sem esta tecnologia, pois ela é
vista como algo indispensável em qualquer área da vida humana. Aliás, a
velocidade com que a tecnologia avança em termos evolutivos é exponencial, e
essa rápida evolução está efetivamente a alterar o comportamento do ser humano.
Contudo para Virilio, a utilização massiva das máquinas, levou-nos a uma perda
da noção da realidade, sendo a máquina que controla o homem e não o homem que
controla a máquina.
O homem é um
ser curioso, ambicioso e inteligente, que atingiu um patamar nunca imaginado no
que se trata do domínio sobre o conhecimento tecnológico. Mas será que a
utilização das tecnologias que ele mesmo construiu está a ser utilizada de
forma correta?
Velocidade é a
palavra central dos pensamentos de Virilio quando se fala de ciberespaço. Para
este pensador, a realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar
em todos os lugares e ao mesmo tempo em nenhum, acabando desta forma por se
perder a noção de tempo e espaço.
Ele
acredita que vivemos de forma superficial na medida em que vivemos na Era
da Dromologia. Esta define o estudo da velocidade –Dromo, do grego – corrida,
ou seja a lógica da corrida.
A dromologia é
um conceito que surgiu pela primeira vez no livro intitulado “Velocidade e
Política” (1977), e assenta no pressuposto de que o que acontece está
relacionado com a sua velocidade a que ocorre. É
o estudo da velocidade, do ritmo a que estamos expostos enquanto
cibernautas.
Para Virilio a pressa tem como propósito o exagero na superficialidade
não havendo espaço para a reflexão. A Era da Dromologia carateriza-se na
medida em que vivemos todos numa sociedade em rede, onde o ritmo é voraz,
impossibilitando a reflexão sobre os processos vividos, daí a superficialidade
que Virilio refere. Deste modo, a relação que Virilio constrói à volta da
cibercultura é a de que há uma total perda de liberdade de ação no que conta à
escolha pelos cibernautas. Conseguimos nos dias de hoje observar os
comportamentos dos indivíduos em geral, incluindo os jovens, que criaram uma
dependência obscena na utilização das tecnologias, chegando ao ponto em que não
conseguem viver sem a sua utilização. São indivíduos que estão presos à máquina
e que “sofrerão o conjunto dos problemas da comunicação, adquiridos no curso
dos últimos séculos da técnica” (VIRILIO, 1999, p.43).
Já foram
inumaras as vezes em que assistimos a grupos de jovens que se comunicam por via
da internet, dando preferência à partilha virtual do “agora”, aquando na
presença uns dos outros, privando-se de viver o real.
Para este pensador, a história contemporânea é filha da
velocidade, que aliada à guerra formam as fundações da sociedade. Podemos
afirmar que, a supervalorização da tecnologia na sociedade aliada à
velocidade de informação que presenciamos enquanto sociedade em rede, leva-nos
ao abismo da guerra informacional. Virilio chega a comparar a guerra
terrestre com a guerra cybernautica. Nos noticiários já assistimos várias vezes
a este tipo de situações, tendo como exemplo o caso de Julian Assange com
a WikiLeaks.
Observando a velocidade com que a tecnologia abraça e
se apodera da sociedade, Virilio questiona-se se conseguirá a nossa existência
quotidiana aguentar o tempo real suportado pelas tecnologias.
A revolução e
rápida evolução tecnológica, levou-nos ao encontro de uma nova sociedade, de um
novo modo de vida. Enquanto antigamente os esquemas da sociedade eram vistos em
pequenas dimensões, onde pequenos grupos de pessoas interagiam presencialmente,
hoje em dia o processo do aparecimento deste conceito é de caracter global
devido ao desenvolvimento tecnológico quer nas áreas da comunicação, dando um
lugar de destaque à internet.
Segundo
Castells, o ciberespaço é a sociedade em rede, onde há a partilha e troca de
informação.
“A revolução
da tecnologia de informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma
nova forma de sociedade, a sociedade em rede” (M. Castells)
Por outro lado
Lévy vê o ciberespaço como o meio da criação da cibercultura.
Sempre que se
fala sobre cibercultura, as opiniões divergem em dois pontos de vista:
otimista, em que olham a cibercultura e toda a sua relação com a sociedade como
sendo uma relação mais democrata e justa de comunicação; ou pessimista, na
medida que acreditam que a sociedade é vítima dessa cibercultura.
Paul Virilio
partilha da visão pessimista e marca uma posição anti “Era da Informática”. Ele
chega a comparar a Internet com a cultura norte-americana, acusando-a de
controlo universal. Caracteriza a internet como sendo um instrumento de
opressão das sociedades.
Se nos
debruçarmos um pouco sobre a questão pessimista de Virilio, verificamos que a
evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de algo por parte de cada
individuo, através de meios que todos nós conhecemos como por exemplo um blog,
o twitter, é exacerbada e exagerada. Essa partilha de informação poderá ser
vista como partilha de desinformação, uma vez que todos nós, utilizadores da
internet, temos acesso a instrumentos que nos permitem publicar qualquer coisa.
O mar de informação ou desinformação é tão vasto que se tornou impossível
moderar e avaliar se o que nela navega é autêntico.
Sendo a
velocidade o termo central na reflexão de Virilio, podemos invocar a visão de
Lévy quando refere que com a velocidade de alteração de informação que circula
na rede, torna-se humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é
mais importante uma vez que o “dilúvio
informacional jamais cessará.” Levy, P (1999)
Para Virilio,
a desinformação que é lançada na internet, é vista como o culminar da vida
privada de cada individuo. Tendo em conta que a internet surgiu para fins
militares – Arpanet – Virilio mantém esse propósito nesta Rede Mundial que
todos nós utilizamos diariamente vendo nela uma arma de destruição.
Em “La fin de
la vie privée”, Virilio fala-nos de como o desequilíbrio criado pelo
aparecimento do ciberespaço e das novas tecnologias de informação e
comunicação, não são apenas as alterações ao nível económico e político mas sim
a nível quotidiano. As pessoas dão preferência à vida virtual, onde a
curiosidade pela vida alheia, domina grandemente o individuo, tornando-o
prisioneiro dos meios informáticos.
Em conclusão, Paul
Virílio, filósofo, arquiteto, urbanista, nascido a 1932 em França, anuncia “o
ciberespaço”, como “um acidente do real” em que o acidente faz parte integrante
da “criação tecnológica”.
Desta forma, o
Ciberespaço torna-se numa visão de fachada na qual a realidade sofre acidentes
e é destruída, dividida entre o real e o virtual. Para Virilio, a “realidade
virtual é o acidente da própria realidade” e partilha uma visão pessimista
marcando uma posição anti “Era Informática”, sendo esta uma Era particularmente
perigosa, na medida em que vivemos no “tempo máquina” onde o homem surge como
um dependente das tecnologias. Esta influência tecnológica, está a alterar o
comportamento humano assim como a noção de espaço e tempo.
Com a
velocidade da evolução tecnológica, o facilitismo de partilha de informação,
através das redes sociais tornou-se uma epidemia ao nível global. O ciberespaço
é visto por Virilio como um campo de guerra, onde se travam batalhas de índole
política, religiosa, social e económica.
A velocidade é
outro termo chave na visão de Virílio, e com ela nasce a Dromologia que é o
estudo dos efeitos da aceleração da velocidade nas sociedades. Para Virílio a
realidade é definida por um mundo virtual onde se pode estar em todos os
lugares e ao mesmo tempo em nenhum.
“…esta súbita reversão dos limites introduz, desta vez no
espaço comum, o que até o momento era da ordem da microscopia: o pleno não
existe mais, em seu lugar uma extensão sem limites desvenda-se em uma falsa
perspetiva que a emissão dos aparelhos ilumina.”
Virilio (1993, p.10)
A distância
fica assim extinta no seu sentido de dimensão física. Nesta visão dos factos, a
existência de uma aproximação física, dá lugar ao anonimato. Não podemos
esquecer que nos tempos que correm, as pessoas estabelecem quer ligações quer
transações sem precisarem de um encontro físico, provocando o afastamento da
convivência social.
Deixo-vos com
uma frase de Virilio que nos fará pensar mais um pouco:
“De que serve a um homem ganhar o mundo inteiro se ele
termina por perder sua alma?”
(Virilio 1993)
Retirado em https://www.youtube.com/watch?v=KqZOQXkg5SE
Bibliografia:
Castells, M (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra,
1999. v. 1;
Lévy, P
(1999). Cibercultura. Tradução:
Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1996) Velocidade e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik. São Paulo: Estação
Liberdade;
Virilio, P. (1999)
A Bomba Informática. São Paulo:
Estação Liberdade.
Após as leituras de
alguns autores como Castells e Levy, onde aprofundam os conceitos de Sociedade
em Rede e a Cibercultura, assim como o confronto com as diferentes visões de
Boudrillaurd e Virilio sobre a cibercultura e a utilização das novas
tecnologias, chega o momento de refletirmos sobre a forma como as pessoas se comportam
e se apresentam nesta rede global de comunicação e disseminação de informação.
Amediaçãodigitalremodela
certasatividades cognitivasfundamentais
queenvolvem alinguagem,asensibilidade,oconhecimentoea
imaginação
inventiva. A
escrita,
a
leitura,
a
escuta,
o
jogo e a composiçãomusical,a visãoeaelaboraçãodasimagens,aconcepção, a perícia,
o
ensino
e
o
aprendizado,
reestruturados por dispositivos técnicos inéditos,estão ingressandoem
novasconfiguraçõessociais.
(LÉVY, 1998,p.17)
A tecnologia e a sua
apressada evolução elevaram o patamar na forma de comunicar e de difundir a
informação. Toda a sociedade como a conhecemos encontrasse dependente das
tecnologias. Assim sendo atecnologia
é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas
ferramentas tecnológicas.” (CASTELLS, 1999, p.43). Onde e quando, são questões
já ultrapassadas quando se fala em comunicação. A utilização da Internet como
meio de difusão de informação assim como meio de comunicação revolucionou a
nossa forma de estar na sociedade.
As barreiras dos
indicadores sociais, como a idade, a aparência, entre outros, relativizam-se,
quando estamos a estabelecer uma comunicação mediada por computador. Porem, existe
muitas questões inerentes à autenticidade e transparência, quando navegamos ou
difundimos informações na internet.
Quando navegamos na Rede
enquanto cibernautas, adotamos uma identidade digital, que nos identifica
enquanto cidadãos na Rede. A comunicação mediada por computador trouxe-nos a
possibilidade de criar e de reinventar um novo “Eu”. Habilita a criação de
personagens contrárias ao nosso “Eu” real, permitindo fazer passar por quem não
somos, ou fazer passar por quem gostaríamos de ser, como que se fosse uma “novapelequeregenossasrelações” (Levy 1998, p.16). Neste ponto
coloca-se a questão da autenticidade. Até que ponto é que as pessoas são autênticas
quando traçam o seu perfil numa rede social?
Normalmente, nem sempre a
identidade é autêntica. Há sempre a tendência para não revelarmos
autenticamente a nossa identidade como forma de nos protegermos. Por outro
lado, a tendência é de projetarmos nas redes socias, um “Eu” que não o real, e
por isso damos a conhecer o nosso “Eu” ideal, aquele que gostaríamos que os
outros vissem de nós mesmos. Esta tendência de projetarmos um “Eu” que não o
real, muitas vezes está relacionado com medos ou receio de perigos que possam
advir da utilização das Redes Socias.
Há que ter em atenção que
enquanto navegadores da Internet, a nossa vulnerabilidade aumenta, na medida em
que o acesso às informações que colocamos na Rede passa a estar acessível,
mesmo quando tomamos medidas de privacidade sobre os nossos perfis. Em termos
tecnológicos são enumeras as ferramentas que podem ser utilizadas para a
apropriação de contas e de perfis para fins menos apropriados, colocando os
utilizadores por vezes em situações pouco confortáveis.
As pessoas têm
comportamentos diferentes quando interagem através da internet? Esta é outra
questão que emerge desta reflexão. De facto esta forma de interagir facilitou
em alguns aspetos o relacionamento interpessoal. Há quem diga que a comunicação
mediada por computador afasta as pessoas, mas há também quem defenda
precisamente o contrário. Ora vejamos, de uma maneira pratica, quantos
relacionamentos começaram através de um simples chat? Quantas famílias que se encontram
afastadas geograficamente comunicam-se através do Skype?
Por outro lado temos a
dependência, que muitas vezes se cria, em torno destas tecnologias potenciando
o afastamento dos que estão perto de nós. Por vezes assistimos a grupos de
jovens, que apesar de estarem juntos fisicamente, apreciam comunicar-se entre
eles através dos seus tão atuais dispositivos. Deste modo, as pessoas passam a
viver no tempo máquina, dependente das novas tecnologias, expressando uma
alteração do comportamento humano.
A transparência e a
autenticidade de que se falou até então debruçou-se apenas sobre os que navegam
na internet. Já vimos que a identidade dos cibernautas e o seu comportamento
divergem mediante os seus receios ou ideais enquanto seres sociais. Na mesma
medida, uma vez que são esses mesmos indivíduos quem fornecem e difundem na
internet informações, cabe-nos questionar de igual modo a transparência e a
autenticidade da informação que encontramos nesta rede global. Até que ponto a
informação que encontramos no ciberespaço é autêntica e fidedigna? Navegamos
num ciberespaço de informação ou desinformação? Em que medida aquilo que navega
na internet é real? Fará sentido fazermos uma distinção do que é real e
virtual?
A virtualização “não se
trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a
virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual
compartilhamos uma realidade. Longe de circunscrever o reino da mentira, o
virtual é precisamente o modo de existência de que surgem tanto a verdade como
a mentira” Lévy (1997, p.148).
Seja de que maneira for
enquanto seres sociais e navegadores do ciberespaço, há que ter atenção e
utilizar mecanismos de defesa na preservação da nossa identidade e privacidade,
assim como aquando da procura de informações, proceder a cruzamentos dos dados
pesquisados de forma a verificar a sua autenticidade.
Deixo-vos um vídeo muito
interessante onde abrange de uma forma bastante elucidativa, o impacto que a
internet nos trouxe nas relações sociais.
Vídeo produzido pela Agência HotWorks
Bibliografia:
Baudrillard, J. (1981).Simulacros e
Simulação.
Castells, M. (1999).A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1;
Lévy, P. (1997). O que é o virtual?São Paulo: Edições 34;
Lévy, P. (1998). A inteligência coletiva. São Paulo: Edições Loyola;
Lévy, P. (1998). A máquina universo. Porto Alegre: ArtMed;
Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34;
Virilio, P. (1999) A Bomba Informática. São Paulo: Estação
Liberdade;
Virilio, P. (1996) Velocidade
e Política. Tradução: Celso Mauro Paciornik.
São Paulo: Estação Liberdade.
No âmbito da
Unidade Curricular Materiais e Recursos para o Elearning, e concretizando a proposta relativa à atividade
II, deixo aqui três fontes/repósitos de Recursos Educativos Abertos, que
considero interessantes.
Este é um site onde são divulgados
recursos educativos abertos para os vários ciclos de ensino. É um portal muito completo e muito bem estruturado. As pesquisas são feitas com
base numa serie de critérios, os recursos podem ser classificados pelos
utilizadores, para que futuros visitantes possam ter uma visão da
aceitação/satisfação de cada recurso. Quanto à qualidade dos recursos, esses
passam sempre por uma avaliação científica e pedagógica. Os recursos apresentados neste site, ficam
sujeitos a uma licença Creative Commons com a atribuição Partilha nos Termos da
Mesma Licença designada como BY-SA. Esta licença permite a sua distribuição e
utilização livre, não sendo autorizadas utilizações para fins comerciais. É
obrigatório que ao autor seja dado o crédito pela criação da sua obra, como
também é obrigatório que as obras derivadas, sejam licenciadas nos mesmos
termos em que o foi a obra inicial com a indicação do autor inicial.
Escolhi
este repositório por ser um otimo recurso para professores e alunos de todas as
áreas disciplinares e de todos os ciclos de aprendizagem. Todos os recursos
depositados nesta fonte de recursos, são licenciados com Creative CommonsCC – BY o que permite a
utilização do recurso de forma livre. Para além das licenças Creative Commons,
este repositório de recursos educativos abertos é de fácil navegação. A
pesquisa de materiais é muito intuitiva. Os materiais que podemos encontrar,
são bastante diversificados.
Fonte 3 – GEORED – Recursos Educativos Digitais para o Ensino da
Geografia
Embora a
geografia não seja a minha área, ao pesquisar REA’s encontrei este repositório direccionado
apenas para a área da Geografia, que a meu ver é muito interessante.
Todos
os recursos que aqui se encontram, são licenciados com licença Creative
Commons(CC – BY – NC – SA) permitindo
desta forma copiar e
redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar, e
criar a partir do original. Para além dos recursos terem este tipo de CC, a
qualidade dos recursos aqui presente, têm a aprovação de patentes prestigiadas,
conferindo-lhes qualidade.
ESCOLHA DE 2 RECURSOS EDUCATIVOS ABERTOS DISPONÍVEIS ONLINE
Rumo à
conclusão da Temática II da Unidade Curricular Materiais e Recursos para
E-learning, apresento dois REA que se encontram disponíveis online.
Nesta atividade
foram tidos em conta os seguintes pontos:
Publicar dos
endereços onde os REA podem ser consultados;
Indicar dos
critérios, explicitados e fundamentados sinteticamente, que
presidiram na escolha dos recursos;
Indicar as adaptações aos REA (caso se aplique e estas sejam permitidas);
Planificação
da atividade aplicando os REA escolhidos
Os Recursos escolhidos são:
1º REA - Topologias de Rede/ Dispositivos Concentradores
A escolha da temática dos REA recaíram sobre a minha área profissional – Informática.
Ambos os
recursos apresentam uma linguagem acessível, abordando o tema de uma forma
bastante dinâmica e interativa, tendo início num vídeo, passando por uma
apresentação mais expositiva dos conteúdos, dando lugar à reflexão e debate,
culminando num exercício interativo, como forma de consolidar e avaliar os
conteúdos apresentados.
O autor do
Powerpoint, explica de forma simples e bastante esclarecedora as várias
topologias de rede existentes, assim como elabora a relação vantagens e
desvantagens da utilização de cada uma.
Apresentação PowerPoint sobre "Topologias das Redes"
Utiliza uma
linguagem científica correta, e ao mesmo tempo adequada à facha etária (ensino
secundário). Para além da apresentação, o exercício interativo de consolidação
dos conteúdos também é adequado.
Imagem da Aplicação "Exercísio3.htm"
Apesar de não
conseguirmos alterar o exercício interativo, a apresentação em powerpoint é de
acesso livre, no sentido em que podemos sempre remixar o conteúdo.
Em termos de
acesso, este recurso encontrasse num repositório que necessita de registo para
ser acedido, contudo, tratasse de um repositório com materiais fornecidos e
revistos por educadores de cada área específica.
Estes são Recursos
Educacinais Abertos com licença Creative Commons.
Este vídeo é bastante
acessível e completo. Aborda com detalhe as
topologias de redes de computadores e as suas finalidades. É um recurso
reutilizável, na medida em que podemos visualizar o vídeo sempre que queiramos.
O Vídeo
encontrasse no Youtube, e é muito completo relativamente à temática em questão.
Em termos de
licenciamento, este vídeo não está licenciado com Creative Commons.
Adaptações aos REA escolhidos
No que concerne
a adaptações dos recursos escolhidos, poderíamos acrescentar conteúdos à apresentação powerpoint que são abordados no vídeo,para que esta pudesse ficar um pouco mais completa, assim como poderíamos melhorar o exercício
interativo de consolidação dos conteúdos, com alguns aspetos abordados no
vídeo, assim como fazer uma melhoria na interface do exercício.
Planificação da atividade proposta
Esta é uma atividade a realizar numa aula de 90 minutos.
Objetivos
Identificar
e definir as diferentes topologias de redes;
Identificar as vantagens e
desvantagens de cada topologia de redes.
Debate dos assuntos apresentados tendo como auxílio a apresentação Powerpoint;
Exercício interativo de consolidação doc conteúdos
lecionados.
Recursos
Computador com acesso à internet
Projetor multimédia
Os REA’s indicados
Avaliação
A avaliação é feita através da realização do 2º REA - exercício interativo de consolidação dos conteúdos, assim como na observação direta dos alunos realizada durante a aula.
No âmbito da disciplina de Educação
e Sociedade em Rede, foi feita a leitura e reflexão do livro de Pierre Lévy –
Cibercultura, e posterior apresentação de três exemplos fundamentados com base
na definição do autor de cibercultura.
Inicio esta minha análise com um
trecho do livro:
“O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação
que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo específica não
apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo
oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam
e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo
“cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e
intelectuais) de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que
se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (Lévy, P 1999, p17)
Segundo Levy, o ciberespaço é o meio
da criação da cibercultura. É neste ciberespaço, em que a cibercultura surge e
se modifica. É aqui que cada indivíduo (nó) é aceite na rede, podendo desta
forma expandir o conhecimento através da partilha de conhecimentos, tornando-se
assim produtor de novas informações. Para Levy, nos dias de hoje, é impossível
resumir toda a informação que é lançada na rede. Não nos podemos esquecer de
que, com a velocidade de alteração de informação que circula na rede, torna-se
humanamente impossível recolher do todo, uma amostra do que é mais importante
uma vez que o “dilúvio informacional
jamais cessará.” Levy, P 1999 (pág. 14)
Neste livro, o autor refere a enorme
quantidade de informação que circula na rede como um diluvio informacional.
Nunca tinha pensado nisso desta forma, contudo a quantidade exacerbada de
informação que circula na rede é de tal forma intensa, que a analogia do autor
comparando a quantidade de informação com o diluvio Bíblico faz todo o sentido
e é bastante esclarecedora. Mais ainda, o dilúvio que o Autor refere é
permanente, logo há que, e passo a citar, “ensinar
nossos filhos a nadar, a flutuar, talvez a navegar.” Levy, P (pág. 15).
Vamos então pensar em cada indivíduo
como sendo uma arca diferente de todas as que navegam pelo mar de informação.
Deveremos então construir a nossa própria arca, filtrando a informação que achamos
ser a mais relevante, mediante os nossos interesses pessoais. Neste sentido
estamos a pensar apenas como indivíduos meramente consumistas da informação. Por
outro lado, o processo de disseminação da informação era algo totalmente da
responsabilidade da comunicação social (Televisão, rádio, jornais, etc),
contudo, com o surgir e desenvolvimento das novas tecnologias, nomeadamente a
Internet, a participação de cada um de nós, na partilha de informação na rede,
elevou-se exponencialmente. Logo há que ter consciência, enquanto “nó” gerador
de informação.
A liberdade de pensamento enquanto
indivíduos conduziu-nos à ideia de que somos nós quem decide qual o rumo que
queremos seguir. Somos seres livres de escolher e analisar as nossas próprias
ideias.
Segundo Levy, antes de partir para a
definição de Cibercultura, há que identificar o meio da sua criação, o ciberespaço.
O que é o ciberespaço? Para Levy, este conceito nasceu do resultado do
movimento de indivíduos com uma vontade extrema de iniciarem/experimentarem
novas formas de comunicação coletiva, diferente da comunicação que já
conheciam.
Essa inquietude, este movimento,
esta vontade de “viver” novas experiências em novas formas de comunicar, gerou
uma abertura de um novo espaço de comunicação, que possibilitou a colocação de
questões de uma forma individual, podendo e dando origem a que aos membros
deste espaço, pudessem responder partilhando diversas informações originando um
pensamento ou conhecimento comum, ie, partilhado. Creio que poderemos dar como
exemplo os fóruns de discussão nas diversas plataformas hoje tão convencionais,
como Blogs, Facebook, Google +, Twitter etc., designadas como comunidades
virtuais.
Por outras palavras, podemos dizer que as comunidades virtuais são locais
na internet em que grupos de utilizadores debatem/discutem/trocam informações,
criando desta forma uma memória coletiva.
Esta memória coletiva vai crescendo progressivamente através da interação
dos elementos/membros do grupo da comunidade virtual. A internet permite esta
mesma situação. Nasce então o conceito de inteligência coletiva.
O ciberespaço como suporte da inteligência coletiva é uma das principais
condições do seu próprio desenvolvimento. O crescimento do ciberespaço não
determina automaticamente o desenvolvimento da inteligência coletiva, apenas
fornece a esta inteligência um ambiente propício. A inteligência coletiva
acontece quando através das interatividades pelas comunidades virtuais, todos
podem dividir, compartilhar conhecimento, pensamentos e diversos outros
conteúdos. É a mobilização das competências de todos.
O ciberespaço encoraja um estilo de relacionamento quase independente dos
lugares geográficos e da coincidência de tempos, é a interconexão dos computadores
e é uma nova forma de interatividade. É onde ocorre a profusão das redes
interativas.
“A internet é um dos mais fantásticos exemplos de construção cooperativa
internacional.” Lévy, P
(pág. 126)
Podemos então afirmar que o
crescimento do ciberespaço é orientado por três princípios fundamentais:
A interconexão;
A criação de comunidades virtuais;
A inteligência coletiva.
A
interconexão é a capacidade que todos os aparelhos têm de comunicar entre si. Já a comunidade virtual “é construída sobre afinidades de interesses, de
conhecimentos, sobre projetos mútuos, num processo de cooperação ou de troca”
(LÉVY, 1999, p.127)
Quanto
à inteligência coletiva é a inteligência compartilhada que surge da colaboração
de muitos indivíduos através das comunidades virtuais, sendo esta a grande
finalidade da cibercultura.
Podemos então definir ciberespaço
como um novo “lugar” de comunicação, de sociabilização e de inclusão, onde as
pessoas podem partilhar “inteligência coletiva”.
Bibliografia:
Lévy, P (1999). Cibercultura. Tradução: Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Edições 34