sábado, 9 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
My PLE - Processos Pedagógicos em Elearning
Tarefa 2 - Representação Visual do PLE pessoal
Nesta súbita procura pelo
conceito de PLE – Personal Learning Environment, foi proposta na Unidade
Curricular - Processos Pedagógicos em Elearning, a construção da representação
da nossa própria PLE.
É um exercício de
reflexão e retrospeção sobre a forma como é formado o nosso AVA - Ambiente Virtual
de Aprendizagem, tendo em conta todos os recursos que utilizamos na construção
e partilha do conhecimento.
Ao iniciar a esquematização da
minha PLE, deparei-me com uma panóplia de ferramentas que utilizo no meu dia-a-dia
de forma automática e totalmente espontânea, concluindo que as mesmas fazem
parte integrante e fundamental do meu crescimento cognitivo e construtivo do
pensamento/reflexão.
A diversidade de recursos que
estão disponíveis on-line, proporcionam-nos uma maior liberdade e facilidade de
partilha, permitindo o trabalho colaborativo.
Assumi quatro áreas na minha PLE:
- · Comunicação
- · Publicação e Partilha
- · Procura de Informação
- · Produção
Julgo que através destes grupos,
conseguimos ter uma visão abrangente da funcionalidade de cada ferramenta,
assim como conseguimos averiguar que temos ao nosso dispor, através da Web, um
leque variadíssimo de ferramentas que podem ser utilizadas de forma gratuita e
de uso bastante acessível no que conta à sua utilização, sendo consideradas
ferramentas do tipo “friendly”.
Para recriar a minha PLE utilizei
o Prezi (uma ferramenta on-line e gratuita) que se encontra disponível no link abaixo indicado:
De seguida, com base na
ferramenta disponível on-line Mindmeister, elaborei o mapa mental da estrutura
da minha PLE em maior detalhe, distinguindo algumas subáreas, onde incluí as
ferramentas que mais utilizo na produção de trabalhos, na pesquisa de
materiais, e na partilha dos recursos que produzo ao longo do processo de
aprendizagem.
![]() |
| Mapa Mental do meu PLE |
Este trabalho contribuiu para a verdadeira tomada de consciência do número considerável de ferramentas digitais que utilizamos em vários contextos na nossa vida. Um verdadeiro Ambiente Pessoal de Aprendizagem com base em ferramentas da Web 2.0, que nos permite ampliar os nossos conhecimentos, e que nos proporciona, através de um ambiente colaborativo e totalmente conetivista, abarcar um mundo de informação e partilhar para contribuir na construção do conhecimento coletivo.
Ao longo das leituras realizadas e das pesquisas efetuadas, deparei-me com uma certa variabilidade do conceito PLE. Nomes como Ron Lubensky (2006), George Siemens (2007), Terry Anderson (2007), Stephen Downes (2006), apresentam definição do conceito PLE que variam em alguns aspetos:
"A Personal Learning Environment is a facility for an individual to access, aggregate, configure and manipulate digital artefacts of their ongoing learning experiences." (Ron Lubensky, 2006 apud Mota, 2009)
"...a collection of tools, brought together under the conceptual notion of openness, interoperability, and learner control. As such, they are comprised of two elements - the tools and the conceptual notions that drive how and why we select individual parts. PLEs are a oncept-entity." (George Siemens, 2007 apud Mota, 2099)
“A PLE is a web interface into the owners’ digital environment” (Terry Anderson, 2007 apud Mota, 2009)
"[t]he PLE is an approach not an application" (Stephen Downes, 2006 apud Mota, 2009)
Cabe a cada um de nós refletir e criar uma PLE de valor assim como alimenta-la para que o "Learning Enviroment" de cada um torne-se rico em conhecimento.
Acredito que durante o meu percurso de aquisição e partilha de conhecimento, irão surgir outras ferramentas a juntar à minha PLE, sendo este um conceito de grande escalabilidade.
Ao longo das leituras realizadas e das pesquisas efetuadas, deparei-me com uma certa variabilidade do conceito PLE. Nomes como Ron Lubensky (2006), George Siemens (2007), Terry Anderson (2007), Stephen Downes (2006), apresentam definição do conceito PLE que variam em alguns aspetos:
"A Personal Learning Environment is a facility for an individual to access, aggregate, configure and manipulate digital artefacts of their ongoing learning experiences." (Ron Lubensky, 2006 apud Mota, 2009)
"...a collection of tools, brought together under the conceptual notion of openness, interoperability, and learner control. As such, they are comprised of two elements - the tools and the conceptual notions that drive how and why we select individual parts. PLEs are a oncept-entity." (George Siemens, 2007 apud Mota, 2099)
“A PLE is a web interface into the owners’ digital environment” (Terry Anderson, 2007 apud Mota, 2009)
"[t]he PLE is an approach not an application" (Stephen Downes, 2006 apud Mota, 2009)
Cabe a cada um de nós refletir e criar uma PLE de valor assim como alimenta-la para que o "Learning Enviroment" de cada um torne-se rico em conhecimento.
Acredito que durante o meu percurso de aquisição e partilha de conhecimento, irão surgir outras ferramentas a juntar à minha PLE, sendo este um conceito de grande escalabilidade.
Bibliografia:
MOTA, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação & Tecnologias; vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009, disponível no URL: http://eft.educom.pt.
domingo, 26 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Exposição Second Life - AVA
Este foi sem dúvida um momento de grande partilha e cumplicidade em que participei. Foi muito gratificante todo o trabalho e a partilha que efetivámos nesta viagem no Second Life, onde mais uma vez se constatou que a tecnologia derruba a barreira do espaço e do tempo.
Queria agradecer em particular ao meu grupo de trabalho nesta atividade, Ana Correia, Maria Emanuel Almeida, Marta Saraiva e Hélder Pereira, pelos momentos e noitadas passados no Skype e no Second Life, pela amizade e companheirismo.
Muito Obrigado por terem partilhado comigo esta AVENTURA :)
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Atividade 1 e 2 - Metodologias de Projeto em Elearning
O projeto baseia-se na vontade de alterar determinada realidade. Trata da planificação de algo para atingir um determinado objectivo e, segundo Serrano, “Tem como missão prever, orientar e preparar bem o caminho do que se vai fazer” Serrano apud Miranda & Cabral (2012:14).
Podemos dizer então que um projecto trata-se de um documento que se constrói tendo em conta determinados objetivos que visam alterar a realidade a fim de solucionar determinado problema. Contudo, temos de ter em conta que um projeto deverá ser um documento escalável, ou seja, possível de se adequar sempre que haja essa necessidade ou seja "sempre que se demonstre que o caminho escolhido não é o mais eficaz ou quando, por qualquer motivo a realidade sofra uma transformação." Miranda & Cabral (2012:20).
Outro aspeto importante relativamente ao conceito de projeto é que este deverá manter a sua coerência interna, mantendo deste modo “um quadro de valores bem definido, uma problemática identificada e um conjunto de problemas hierarquizadas, a definição de objetivos claros, compatíveis com a situação e uma opção por um conjunto de actividades bem organizada e calendarizada” Miranda & Cabral (2012:21). Desta forma as acções propostas no projecto poderão alcançar os objectivos proposto.
A base da construção de qualquer projecto parte do princípio de que existe um “profundo conhecimento da realidade onde se vai realizar a intervenção.” Miranda & Cabral (2012:18). Passa pela observação e estudo aprofundados dessa mesma realidade para que se possam definir “carências e as aspirações, as fraquezas e as forças, as expectativas e os entraves” Miranda & Cabral (2012:18), para que se consiga definir uma problemática. É a partir desta problemática que se consegue hierarquizar os problemas detetados para que se consigam encontrar soluções.
Por outro lado temos o papel dos intervenientes envolvidos no projeto. Para que este seja bem-sucedido é imprescindível o envolvimento de todos os intervenientes, passando a estar integralmente entrelaçados no processo desde o seu início, “criando um compromisso pessoal, um laço afectivo que os leve a cooperar ativamente no desenrolar das actividades.” Miranda & Cabral (2012:19).
Outro aspeto fundamental para que o projecto seja bem-sucedido é o tipo de liderança do mesmo. Quem desempenha esse papel, deverá ter a capacidade de detetar problemas de gestão e avaliar todo o processo, para que possa propor, ao longo do decorrer do projecto, retificações que sejam necessárias.
O êxito do projecto passa também pelo rigor e pela aplicação de um processo de avaliação formativa a efectivar nas diferentes fazes de execução.
Abraço
AnaToscano
Bibliografia:
Miranda. B, Cabral. P (2012). Projetos de Intervenção Educativa.
Tema 2 - Avaliação Pedagógica Digital em Contexto de Elearning
Unidade Curricular - Avaliação em Contexto Elearning
Tema 2 - Avaliação Pedagógica Digital em Contexto de Elearning
Aparecida Torres1, Ana Toscano1, Cláudio
Pinto1 e Renata Duarte1
1 Universidade Aberta, Portugal
INTRODUÇÃO
No
contexto da sociedade atual a busca constante de aprendizagem ao longo da vida é
uma necessidade permanente, devido à constante mutação do conhecimento que se
caracteriza atualmente como algo com um curto ciclo de vida. O elearning surge
desta forma como uma possibilidade de qualificar pessoas que procuram formação
à distância, permitindo-lhes uma melhor gestão e flexibilidade do seu tempo e
do seu ritmo de aprendizagem.
Diante
desta nova realidade, o ato de avaliar tornou-se um ponto chave nos debates
relativos à educação, envolvendo desde as discussões sobre currículo até os
objetivos e estratégias de avaliação. Estas discussões transcorrem não só em
relação à avaliação na educação a distância, mas no contexto da educação em
geral, pois a avalanche de transformações sociais ocorridas nas duas últimas
décadas, fortemente influenciadas pelo amplo desenvolvimento das tecnologias de
informação e de comunicação, processaram mudanças na forma como as pessoas
aprendem e se relacionam. É notória a ênfase dada pelas organizações à
colaboração, nomeadamente nos processos produtivos, e os reflexos desta nova
mentalidade na educação, especialmente na educação corporativa, de onde emergem
procedimentos adaptados ao contexto de flexibilidade de tempo e de espaço.
Artigo
1 – “A Cultura de Avaliação: que dimensões?” (Pereira, A., Oliveira, I. &
Tinoca, L)
AVALIAR
POR COMPETÊNCIA
Realizando
uma abordagem relativamente à educação utilizando o sistema em e-Learning, Pereira,
Oliveira & Tinoca, apresentam uma reflexão sobre o sistema de avaliação que
até em então utilizava apenas um formato de avaliação. Tal formato tem sido
reconhecido como insuficiente quando se trata de alterar um sistema de educação
baseado “em objetivos para um novo paradigma centrado no desenvolvimento de
competências.” Contudo, embora haja um crescente número de questionamentos
quanto à sua eficácia, essa metodologia continua a ser amplamente utilizada.
Os
Programas de Competências (PAC’s) tornam essenciail o recurso às novas formas
de avaliação, que visam complementar as já existentes. A avaliação de
competências visa considerar não só os conhecimentos do aluno, como também as
suas capacidades e valores. Neste sentido podemos considerar que a capacidade é
uma competência a avaliar mediante as necessidades “individuais e da sociedade”
para que o aluno consiga “desempenhar com sucesso uma tarefa ou atividade que
requer a mobilização de conhecimentos, capacidades, atitudes, emoções e
valores”.
No
âmbito da avaliação digital, com base na metodologia em e-learning, o aluno
adquire o papel central do processo de aprendizagem, onde são geradas
diferentes culturas, sendo estas essencialmente colaborativas. O aluno deverá
desenvolver competências para que consiga ser capaz de “identificar,
selecionar, argumentar e gerir informação”, de modo a criar, inovar e comunicar
de forma fundamentada.
Fica
desta forma evidenciada a importância da avaliação diagnóstica, na qual o aluno
consegue realizar uma reflexão da sua própria aprendizagem, verificando se de
facto foram desenvolvidas as competências desejadas. A utilização de fóruns de discussão,
a criação de blogs, assim como a construção de e-portfólios são algumas das
formas que se pode ter em conta para avaliar, visto que a aprendizagem através
dos meios digitais tende a ocorrer cada vez mais de modo personalizado,
adaptando-se às necessidades do aluno. Para que a cultura da avaliação, tal
qual a cultura da aprendizagem possam ter o desenvolvimento efetivo das
competências listadas pelos autores, é preciso considerar as seguintes
dimensões: autenticidade, consciência, transparência e praticabilidade.
A
autenticidade está relacionada às semelhanças que existem entre aquelas competências
avaliadas e à vida real do sujeito avaliado. São definidos alguns parâmetros de
referência fundamentais para a autenticidade, sendo a similitude, a
complexidade, a adequação e a significância. A consistência é reconhecida pela
fiabilidade e validade das diversas maneiras de avaliar, tendo em conta quatro
parâmetros (alinhamento instrução-avaliação; multiplicidade de indicadores;
adequação dos critérios e alinhamento competências-avaliação). A transparência
pressupõe o estabelecimento de critérios claros e justos, definidos de modo
democrático, com o intuito de tornar a avaliação num processo em que os alunos
estejam envolvidos e comprometidos em todas as suas etapas, enquanto a
praticabilidade pode ser entendida como a perceção dos alunos de que as atividades
são relevantes e realizáveis.
Estas
dimensões precisam estar articuladas entre si, de modo que, se aplicadas com
êxito, tendem a assegurar uma aprendizagem mais significativa, onde as
competências sejam plenamente desenvolvidas. Percebe-se que para garantir a
qualidade da avaliação é preciso pensar nos métodos, funções, formas e
objetivos nos diferentes contextos do e-learning e o novo cenário que emerge do
desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, no qual a
interação torna-se intensa e os usuários assumem papel de protagonistas. Assim,
a partir de uma nova cultura, a avaliação considerar-se-á a mais justa possível,
com critérios mais adequados e o aluno como um ser integrante do seu
processo de avaliação.
Artigo
2 – “Educação on-line : Perspectivas para a avaliação da aprendizagem na
interface Fórum” - (Kratochwill)
DIALOGICIDADE
Kratochwill
(2007) tomando como principal referênca o conceito bakhtiniano de
dialogicidade, aponta na sua pesquisa sobre a utilização dos fóruns de
discussão em cursos online que este instrumento favorece o desenvolvimento de
uma avaliação baseada na interlocução dos estudantes, pois, segundo esta
concepção, “tudo é diálogo e dele depende a compreensão”. Nesta perspectiva, a
autora associa o dialoginismo de Bakhtin ao socio-interacionismo de Vygotsky,
no momento em que afirma:
“No
entrecruzar das falas de Bakhtin e Vygotsky pode-se vislumbrar uma educação
que, apesar de se basear nas interações, na coletividade, respeita o princípio
de alteridade e de autonomia do sujeito. Suas teorias evidenciam a linguagem
enquanto mediadora do processo social e de aprendizagem.” Kratochwill (2007).
A
autora fundamenta-se também nos estudos de Harasim (1990, 1995) para defender a
ideia de que a educação on-line transcende o modelo de sala de aula presencial.
Portanto afirma que reproduzir o modelo tradicional no contexto do e-learning é
subutilizar as potenciacildades de um AVA. Sendo assim, com o novo olhar sobre
a educação a distância, a mesma preocupação recai sobre os processos “de
ensino, aprendizagem e avalição”.
Nesse
contexto, Kratochwill esclarece que a avaliação dialógica não descarta a
oferta de informação inicial, mas o processo é mediado por um interlocutor e os
alunos são estimulados a produzir de forma colaborativa. Também o
professor tem a oportunidade de acompanhar e participar do diálogo fomentando
com questionamentos de forma que “desenrola-se uma teia textual
coletiva” . O fórum de discussão é definido pela autora como um espaço
assíncrono de colaboração, onde o diálogo proporciona a construção do
conhecimento, tornando-se meio e, ao mesmo tempo, mecanismo de avaliação. Nessa
perspectiva, ressalta-se o fato de a avaliação não ser realizada de forma
estanque, reservando-se um momento durante o qual é aplicado um determinado
teste de conhecimentos, mas a avaliação enquanto processo contínuo, exercido na
interação com os demais membros da comunidade de aprendizagem, o que implica em
um complexo e eficiente processo de avaliação multidirecional, já que o
professor avalia as intervenções individuais, avalia o grupo como um todo e,
por outro lado, os estudantes avaliam a si próprios e a sua interação com o
grupo, interação esta que é fundamental para a construção do conhecimento,
tendo em vista a dialogicidade ser exercida em larga escala e permitir a cada
participante colher as ideias e interpretações partilhadas pelos seus pares.
Através
das características dialógicas e interativas que o fórum apresenta, passa a ser
para além de um espaço de perguntas e respostas, uma ferramenta de intervenção
constante do professor, da qual ele faz uso para mediar o processo e estimular
o aprendente, desempenhando o papel de provocador de ideias e de diálogo entre
os alunos e o conhecimento.
“O
fórum, com suas características dialógicas e interativas, vem justamente
colaborar com essa práxis, no processo de avaliação dialógica, o docente, mais
do que o simples acompanhamento do processo, também tem a possibilidade de
interferência e de reflexão sobre a própria ação, reconstruindo os próprios
caminhos assim como possibilitando ao sujeito aprendiz a reconstrução dos seus
caminhos também. A dinâmica da dialógica, que pode ser potencializada pelo
fórum, permite ao docente a revisão dos conceitos, da metodologia e do próprio
conteúdo e, por ser dialógica, também permite ao aprendiz a auto-avaliação,
ressignificando e reconstruindo a aprendizagem e o conhecimento.” Kratochiwill,
Susan (2007).
Tal
processo de construção é abordado pela autora como ZPD (Zona Proximal de Desenvolvimento)
defendida por Vigotisky , uma vez que o aluno inicia a dinâmica dialógica com
um dado conhecimento e na interação dialógica vai ampliando esse campo. Essa
dinâmica permite ao professor acompanhar e interferir ao longo de todo o
processo de forma dialógica.
Artigo 3 – Design: Formação Colaborativa e Avaliação Formativa (Mateo e Sangrá)
As
novas abordagens de avaliação descritas por Mateo e Sangrá (2007) determinam
uma cultura baseada na avaliação por competências, colaborativa e formativa.
Uma avaliação com foco no aluno, no seu trabalho realizado, com clareza nas
metodologias, formas colaborativas de aprendizagem e critérios de avaliação
adequados.
Nesta
perspectiva, Mateo & Sangrá (2007) esclarecem que os ambientes virtuais de
aprendizagem oferecem uma gama ampliada de opções a desenvolver a aprendizagem
colaborativa e por isso a avaliação formativa se destaca. É nesse sentido que
esses autores chamam a atenção para um novo design de cursos de aprendizagem
online, em que tratam uma nova forma de avaliar que contemple a abordagem
sociointeracionista. Os autores observam a adoção por parte das instituições de
ensino que atuam na educação a distância online de desenhos didáticos focados
no conteúdo e na quantificação da aprendizagem, à luz do paradigma
psicométrico.
Em
relação às plataformas investigadas, foram apontadas algumas exceções, a
exemplo da AulaNet e, com maior destaque, a plataforma Moodle, considerada por
Mateo e Sangra uma das mais bem estruturadas e capaz de proporcionar o
desenvolvimento da aprendizagem baseada em projetos, pois permite acompanhar
todo o processo de comunicação e de desenvolvimento da aprendizagem. Os
diversos recursos digitais que o Moodle pode abrigar também favorecem uma
aprendizagem mais ajustada ao novo paradigma da aprendizagem flexível da
contemporaneidade, a exemplo da comunicação interna através de fóruns,
trabalhos em grupo, sessões síncronas, trabalhos individuais, o registro do
percurso formativo nos e-portifólios e da possibilidade de hiperligações.
Entretanto, Mateo & Sangrá entendem que as mudanças na avaliação
em cursos online não podem acontecer de maneira isolada, passando
necessariamente, pela concepção mais geral do curso a ser ofertado, ou seja,
não há uma separação entre avaliação
e os demais componentes: design, currículo, metodologia.
Embora
haja referencia a outras abordagens de avaliação alternativas, os autores tomam
o portfolio como uma ferramenta crucial e brilhante de culminar na reflexão das
suas aprendizagens baseadas nas competencias adquiridas ao longo do processo.
Esta ferramenta pode estar abrigada em plataformas com base em Learning
Management System (LMS), a exemplo do Moodle, ou ser construída em várias
outras plataformas de comunicação, como blogs, wikis e outras interfaces da Web
2.0 / 3.0. Tratam o eportfólio como sendo uma carteira que “representa,
possivelmente, a mais importante ferramenta de gestão integrada que temos em
contextos simeducativos em geral e, particularmente, na educação a distância.”(Mateu
& Sangra, 2007, tradução nnossa)
A
partir do portfólio o estudante tem a possibilidade de refletir sobre as suas
aprendizagens, recorrendo a uma análise detalhada dos conteúdos e das temáticas
abordadas, como forma de reconhecimento do caminho percorrido durante todo o
processo de aquisição do conhecimento. Através desta ferramenta, o estudante
atinge a consciencia de todo o seu percurso, conseguindo desenhar uma reflexão
clara e objetiva das competencias apreendidos, mostrando uma visão do seu
processo de desenvolvimento e aprendizagem.
Um
eportfólio apresenta-se não só como umas das ferramentas mais completas de
avaliação e auto reflexão, que permite o armazenamento de uma panoplia
consideravel de artefactos digitais (texto, vídeos, audio, etc), o que o torna
num “espaço de encontro dinâmico e abrangente para os processos de desenvolvimento
instrucional, avaliativo e pessoal do aluno” ( Barberà & Ahumada, 2007 apud Mateo e Sangrá).
CONCLUSÃO
Com
base nos textos, aqui discutidos, percebe-se que muitos equívocos são cometidos
em cursos em contextos online, em primeiro lugar pela recorrente transposição
das estratégias pedagógicas dos cursos presenciais para as salas virtuais,
incluindo-se conteúdos, metodologias, materiais e os processos de avaliação;
depois, porque a própria educação à distância vem passando por mudanças
substanciais, tendo como base o crescente desenvolvimento das tecnologias
digitais e o aumento da possibilidade de interação entre os indíviduos. Nos
cursos à distância tradicionais, oferecidos em ambientes virtuais, a
comunicação síncrona era pouco favorecida, do mesmo modo que os materiais
disponíveis para pesquisa se restringiam, sendo os impressos
digitalizados os mais utilizados para dar subsídios teóricos aos estudantes.
A
avaliação no contexto do e-learning enfrenta muitos desafios e requer muitas
investigações. Uma das reflexões mais contundentes deste tema ocorre entre as
tendências pedagógicas tradicionais e as mais inovadoras, as quais opõem-se
frontalmente no tocante aos objetivos e às estratégias de avaliação.
Classificando-as de modo abrangente, podemos estabelecer duas grandes
correntes: a psicometria e a edumetria. Enquanto a primeira, considerada
tradicional, busca quantificar, comparar, julgar e padronizar os indivíduos em
função de objetivos deterministas e de procedimentos metodológicos rígidos, a
edumetria visa avaliar os aprendentes de modo mais aberto, considerando as
novas formas de ensinar e aprender. Esta concepção de avaliação é chamada de
cultura da avaliação ou ainda de avaliação de desempenho, avaliação de
competências, avaliação autêntica e avaliação contínua, em contraponto à
cultura do teste.
Percebe-se
assim, que a avaliação tradicional não atende as expectativas e necessidades da
sociedade atual, pois, sobretudo em função do surgimento e do desenvolvimento
das tecnologias digitais e do e-learning, despertou-se um repensar da maneira
de ensinar e aprender. O ato de avaliar deixa, progresivamente, um contexto
onde a avaliação tradicional predominava e
procurava quantificar, comparar o desempenho dos indivíduos, julgar,
padronizar as atividades e conceitos, passando a ser mais flexível, de
modo a considerar o aluno na sua totalidade.Uma avaliação, portanto, que
considera as diversas dimensões e tem como principal perspectiva o foco na
dialogicidade, no desenvolvimento das competências e a utilização dos diversos
instrumentos de avaliação do mundo virtual, notadamente o e-portifolio, em
função da sua capacidade de dar ao estudante a oportunidade de avaliar todo o
seu percurso formativo.
Bibliografia
Mateo, J. Sangrá, A,
(2007)- "Designing online learning assessment Throught alternative
approaches facing the concerns, in European Journal of Open, Distance and
elearning. Capturado de: http://www.eurodl.org/materials/contrib/2007/Mateo_Sangra.htm. Acedido
em abril de 2015.
Kratochiwill, Susan (2007) -
Educação on-Line: Perspectivas para a Avaliação aa Unesa. Capturado de: http://30reuniao.anped.org.br/trabalhos/GT16-3066--Int.pdf. Acedido em abril de 2015.
Pereira,
A. Oliveira, I. & Tinoca, L. (2010) - A Cultura da Avaliação: que
dimensões?, In Actas da Conferência Internacional TICeduca2010, Instituto
de Educação, Universidade de Lisboa. Capturado de: http://elearning.uab.pt/file.php/3567/TICeduca2010PereiraOliveiraeTinoca.pdf. Acedido em Abril de 2015.
Pode consultar em http://pt.slideshare.net/anaftoscano/grupo3-acl
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Personal Learning Evironments
Temática II – Os Personal Learning
Environments
Tarefa 1 - Bibliografia Anotada
Anderson, T. (2006). PLE’s
versus LMS: Are PLEs ready for Prime time? Virtual Canuck. Disponível em http://terrya.edublogs.org/2006/01/09/ples-versus-lms-are-ples-readyfor-prime-time/ [acedido em 15-04-2015].
Em
“PLE’s versus LMS: Are PLEs ready for Prime time?” , Terry Anderson explica o
que é uma PLE, descrevendo-o como sendo “um sistema de portfólio que permite ao
utilizador manter o seu repositório de conteúdo” de forma a poder compartilhar
o seu conteúdo, atribuindo-lhe um carisma social, na medida em que se consegue
manter ligações que permitem a aprendizagem cooperativa.
Terry
Anderson faz uma comparação enumerando algumas vantagens e desvantagens da aplicação
de um sistema de ensino baseado em LMS/PLE’s. Destaca os PLE´s por ser
“projetado principalmente como um ambiente de aprendizagem pessoal ao longo da
vida”, não limitando o processo de aprendizagem à sala de aula.
Já
o LMS é caracterizado como sendo uma ferramenta que proporciona um ambiente de
aprendizagem onde “Os alunos têm a expectativa de que seus comentários, imagens
e ideias são criados e compartilhados dentro deste ambiente protegido” não
estando desta forma expostos na Web.
Estas
são algumas das ideias que Terry Anderson coloca no seu blog neste artigo,
transmitindo-nos ideias e pontos de vista bastante sólidos sobre a as vantagens
e desvantagens da aplicação de LMS ou PLE no sistema de ensino.
Para
além de gostar da visão de Terry Andersons, considero importantes os aspetos
que o autor evidencia sobre a temática, deixando-nos com uma noção real de
ambos os conceitos – PLE e LMS.
Rodrigues,
P.; Miranda, G. (2013). Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e
práticas. In RELATEC – Revista Latinoamericana de Tecnología Educativa,
12(1), 23-34. Disponível em http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/9584/1/997-4403-1-PB.pdf [acedido em 14/04/2015].
Neste
artigo, os autores evidenciam a importância do estudo das PLE’s (Personal
Learning Environments) nomeadamente quando se trata da sua aplicação em áreas
direcionadas à educação.
Elaboram
um estudo que é explicado de forma muito clara, tendo sido feita a divisão do
artigo em quatro tópicos. O primeiro consiste na apresentam de uma definição e
origem do conceito de PLE. De seguida apresentam e fundamentam as metodologias
adotadas no estudo elaborado, onde indicam os elementos essenciais do seu estudo
(instrumentos utilizados, participantes, variáveis em estudo, técnicas de
recolha de dados, organização e análise de dados). Seguidamente expõem os dados
recolhidos de forma organizada, para apresentarem posteriormente os resultados
obtidos da investigação realizada.
O
estudo apresentado tem como base um questionário direcionado a profissionais da
educação a fim de recolher dados sobre qual a perceção dos educadores sobre o
conceito e aplicação das PLE no ensino, tendo como base uma serie de questões
específicas sobre a temática.
Os
resultados obtidos através dos questionários conduziram à conclusão de que, “o
perfil «digital» dos educadores é pouco compatível com as características do
PLE”. Para além disso constatou-se também que nem sempre existem as condições
ideias/desejadas para a implementação de uma aprendizagem baseada na Web.
Contudo muitos dos educadores inquiridos reconhecem que o PLE é “útil no
processo de aprendizagem” visto que a sua utilização gera mecanismos de
auto-orientação do estudo, permitindo desenvolver novas competências.
A
escolha deste artigo recaiu sobre facto de se tratar de um estudo bem
elaborado, tendo como público-alvo uma realidade onde se consegue adquirir uma
maior perceção por parte de quem está a realizar a investigação. Para além de
estar muito bem fundamentado, apresenta uma estrutura bastante clara sobre o
estudo efetuado.
http://pt.slideshare.net/anaftoscano/ana-toscano-tematica2bibliografia
Subscrever:
Mensagens (Atom)


































